Os anjos da guarda Paquito e Zequinha
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de agosto de 1997
Júlio Tarnowski Jr. Ed Carlos Rocha 
Curitiba
Albari RosaVila CapanemaPaquito, o anjo da guarda do técnico Lazaroni, do Paraná As histórias dos auxiliares-técnicos do Paraná Clube, José Martins Manso, 50 anos, mais conhecido como Paquito, e José Carlos de Oliveira, 50 anos, mais conhecido como Zequinha, se parecem. Os dois jogaram juntos em 1973, no Colorado. Depois cada um seguiu o seu caminho. Foram auxiliares, treinadores de equipes juniores e de profissionais e atualmente ajudam seus técnicos a continuar no cargo.
Hoje, entre outras coisas, são responsáveis em traduzir o que pedem os técnicos Sebastião Lazaroni, do Paraná, e Abel Braga, do Atlético, para os seus jogadores. Nenhum dos dois auxiliares se consideram conselheiros ou anjos da guarda dos respectivos técnicos. Sou mais amigo. Gosto de conversar com todos e isso acaba ajudando a fazer a ligação entre aquilo que o técnico pede e o que o atleta pode fazer, explica Paquito, que também faz o papel de olheiro do Paraná.
Arquivo FolhaBaixadaZequinha, o anjo da guarda do técnico Abel, do AtléticoA afirmação de Paquito corresponde ao pé-da-letra ao que pensa Zequinha. Para o auxiliar rubro-negro, o bom relaciomento entre a comissão técnica e os jogadores é a base para que o trabalho de auxiliar se torne importante. Por mais competente que seja o treinador, sempre temos alguma coisa a acrescentar e se não formos unidos fica difícil dar a nossa opinião, disse.
Zequinha afirma que várias vezes falou com o treinador para o qual era auxiliar, atualmente, no caso, Abel Braga, sobre alguma falha no time no decorrer da partida. É importante termos a liberdade para chegar no treinador e conversar sobre aquilo que achamos que não está certo. Em muitos casos já vi falhas que os treinadores não tinham percebido.
A importância dos auxiliares é atestada pelos próprios treinadores. Para Lazaroni, o trabalho do auxiliar é fundamental para a evolução do time. No caso do Paquito, ele conhece muito bem a estrutura do Paraná. Vários jogadores que estão aqui, dos juvenis aos profissionais, acabaram vindo por indicação dele, disse o técnico.
Já para Abel, a importância do auxiliar está na possibilidade de se discutir uma idéia e se ter segurança na sua aplicação. Às vezes tenho alguma idéia sobre como vou montar o time e ouço a opinião do Zequinha para ter um parâmetro se o que estou pensando pode ou não dar certo. Nem sempre nós chegamos a um acordo, mas até isso é proveitoso, porque numa discussão, no bom sentido, acabamos tendo outra visão sobre determinado assunto, declara Abel.


