Curitiba

Albari RosaVila CapanemaPaquito, o ‘‘anjo da guarda’’ do técnico Lazaroni, do Paraná As histórias dos auxiliares-técnicos do Paraná Clube, José Martins Manso, 50 anos, mais conhecido como Paquito, e José Carlos de Oliveira, 50 anos, mais conhecido como Zequinha, se parecem. Os dois jogaram juntos em 1973, no Colorado. Depois cada um seguiu o seu caminho. Foram auxiliares, treinadores de equipes juniores e de profissionais e atualmente ajudam seus técnicos a continuar no cargo.
Hoje, entre outras coisas, são responsáveis em traduzir o que pedem os técnicos Sebastião Lazaroni, do Paraná, e Abel Braga, do Atlético, para os seus jogadores. Nenhum dos dois auxiliares se consideram conselheiros ou ‘‘anjos da guarda’’ dos respectivos técnicos. ‘‘Sou mais amigo. Gosto de conversar com todos e isso acaba ajudando a fazer a ligação entre aquilo que o técnico pede e o que o atleta pode fazer’’, explica Paquito, que também faz o papel de olheiro do Paraná.

Arquivo FolhaBaixadaZequinha, o ‘‘anjo da guarda’’ do técnico Abel, do AtléticoA afirmação de Paquito corresponde ao pé-da-letra ao que pensa Zequinha. Para o auxiliar rubro-negro, o bom relaciomento entre a comissão técnica e os jogadores é a base para que o trabalho de auxiliar se torne importante. ‘‘Por mais competente que seja o treinador, sempre temos alguma coisa a acrescentar e se não formos unidos fica difícil dar a nossa opinião’’, disse.
Zequinha afirma que várias vezes falou com o treinador para o qual era auxiliar, atualmente, no caso, Abel Braga, sobre alguma falha no time no decorrer da partida. ‘‘É importante termos a liberdade para chegar no treinador e conversar sobre aquilo que achamos que não está certo. Em muitos casos já vi falhas que os treinadores não tinham percebido’’.
A importância dos auxiliares é atestada pelos próprios treinadores. Para Lazaroni, o trabalho do auxiliar é fundamental para a evolução do time. ‘‘No caso do Paquito, ele conhece muito bem a estrutura do Paraná. Vários jogadores que estão aqui, dos juvenis aos profissionais, acabaram vindo por indicação dele’’, disse o técnico.
Já para Abel, a importância do auxiliar está na possibilidade de se discutir uma idéia e se ter segurança na sua aplicação. ‘‘Às vezes tenho alguma idéia sobre como vou montar o time e ouço a opinião do Zequinha para ter um parâmetro se o que estou pensando pode ou não dar certo. Nem sempre nós chegamos a um acordo, mas até isso é proveitoso, porque numa discussão, no bom sentido, acabamos tendo outra visão sobre determinado assunto’’, declara Abel.

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