OS 30 ANOS DO TRI
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terça-feira, 20 de junho de 2000
Das agências Do Rio de Janeiro 
O futebol brasileiro comemora hoje trinta anos da conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Foi no dia 21 de junho de 1970 que o Brasil goleava a Itália por 4 a 1 e conquistava o tricampeonato, e também em definitivo a Taça Jules Rimet.
A atuação do time comandado por Pelé e companhia encantou o mundo com um futebol bem jogado, lances geniais e gols inesquecíveis. O Brasil jogou tão bem aquela Copa do Mundo, no México, que as imagens dos gols ainda permanecem vivas na memória dos torcedores.
A partida decisiva contra a Itália, naquele dia 21 de junho de 1970, foi realizada no estádio Azteca, diante de 100 mil pessoas que invadiram o gramado logo que o árbitro apitou o final, porque queriam guardar alguma coisa que lembrasse a seleção do Brasil.
O Mundial do México, em 1970, foi ainda o primeiro a ser transmitido pela televisão. A equipe brasileira, que era dirigida por Mário Jorge Lobo Zagallo, jogou seis jogos e venceu todos 100% de aproveitamento de seus pontos. O atacante Jairzinho, que ganhou o apelido de Furacão, marcou gols em todos os seis jogos e até hoje ainda não teve seu recorde batido.
Esse time nasceu uma semana antes da Copa, lembra Tostão, que atuou fora de sua posição, que era a ponta-de-lança, vindo de trás com a bola. Na seleção acabou como um pivô, jogando de costas para o gol e tirando o líbero da área.
Além de Tostão, outros craques também jogaram fora de posição na Copa de 70. O volante Piazza foi para a quarta-zaga, o meia Revelino estreou como falso ponta-esquerda e o centroavante Jairzinho seguiu deslocado na ponta-direita: Este time eu escalei praticamente no dia da estréia. Eram jogadores tão fora-de-série que eu sabia que em qualquer posição eles iam dar certo, lembra Zagalo.
Numa partida contra a Tchecoslováquia, Pelé fez mais um lance genial, ao tentar marcar um gol do meio de campo. Ele percebeu que o goleiro Viktor estava adiantado e tentou de longe. A bola desceu perto do travessão com o goleiro já batido. O mundo inteiro ainda lamenta até hoje o fato da bola não ter entrado naquele chute do Pelé, comenta Rivelino.
Seu eu corresse em direção ao Gérson, ele sabia que a bola deveria ser lançada nas costas do beque, revela Jairzinho. E acrescenta que todos os jogadores do Brasil tinham jogadas treinadas para enganar os adversários. No último jogo contra a Itália, por exemplo, Pelé nem olhou para Carlos Alberto antes do passe. Quando vi Jair na esquerda, comecei a correr para a área, porque sabia que a bola viria, diz o capitão Carlos Alberto Torres.
Enfim, os brasileiros jamais esquecerão daquele time que jogava por música e apontando pelo mundo inteiro como a seleção do século: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, wilson Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gerson e Rivelino; Jairzinho, Tostão e Pelé. Três décadas depois este time está na ponta da língua de todo torcedor.
Os brasileiros seguiram desacreditados para o México, em função de seu fracasso em 66, na Inglaterra, onde foram eliminados na primeira fase. Mas quando nem todos esperavam, deram um show de bola e conquistaram o tricampeonato.
Zagallo, logo que assumiu o cargo com a saída de João Saldanha, deslocou Piazza do meio-campo para a quarta-zaga, e colocou Clodoaldo no meio. Na ponta-esquerda, Edu foi substituído por Rivelino, que atuou como terceiro jogador de meio-campo. As mudanças deram certo e o time encantou o mundo com um futebol de toques e gingas envolventes.


