Ortopedista aproveita as horas vagas velejando
Se dedicar aos esportes sempre fez parte da vida do médico ortopedista, Rodrigo Egger, de 38 anos. Praticante do judô desde criança, participou de competições durante muitos anos, conquistando o campeonato paranaense em várias categorias de idade e um campeonato brasileiro universitário. Mas quando entrou na faculdade de medicina em Florianópolis decidiu que ia se dedicar a uma outra atividade bem diferente das artes marciais: velejar.
Na época, Rodrigo fez amizade com um jovem que anos mais tarde seria um dos grandes nomes do esporte no Brasil, Bruno di Bernardi. Rodrigo passou a ensinar judô pra Bruno e o amigo ensinou a Egger a arte de velejar.
Logo Rodrigo se tornou apaixonado pelo esporte e começou a participar de competições. Anos mais tarde se mudou para Londrina e trouxe junto sua paixão pela vela, mas teve que se adaptar a algumas mudanças. ''Em Florianópolis eu velejava em um barco Hobie Cat 16, onde é necessária uma segunda pessoa, o proeiro, que controla uma das velas. Quando vim pra Londrina ficou difícil conseguir proeiro e depois de um tempo comecei a velejar sozinho com um Hobie Cat 14'', explica Egger.
Mesmo sozinho, ele continuou a competir. No ano passado, por exemplo, conquistou a segunda colocação no Campeonato Brasileiro, na categoria estreante Hobie Cat 14.
No entanto, competir para ele é mais um lazer do que uma obrigação. ''Nas competições sempre têm muita confraternização, você encontra gente de todo tipo, atletas, ex-atletas, e iniciantes'', declara Rodrigo.
O médico também explica que velejar proporciona para ele muitos benefícios no dia a dia. ''Eu fico mais sossegado, mais disposto para trabalhar e é muito bom para manter a coordenação motora, o que no meu caso é muito importante, já que faço muitas cirurgias''.
Quando não está competindo, ele costuma velejar em uma represa do Rio Paranapanema, perto de Porecatu, ou então vai até o Rio de Janeiro, onde tem amigos que lhe emprestam um barco. ''Tenho dois barcos, mas como as velas tem que ficar desmontadas, nem sempre tenho tempo para montar e acabo indo para o Rio mesmo'', conta o médico.
Mas o gosto por velejar é tão grande que Rodrigo já está investindo em uma solução para poder se dedicar mais ao esporte. Ele e mais um sócio compraram um terreno na região de Alvorada do Sul, também no Paranapanema, para construir um clube de velejadores.
O investimento pode também facilitar a realização de um sonho de Rodrigo, voltar a velejar em um Hobie Cat 16. O proeiro? A filha de 9 anos, que já acompanha o pai desde os 2 anos e começou a aprender a lidar com as velas há cerca de um ano. ''Mais uns dois anos e acho que ela já vai estar preparada. Assim como eu, ela e minha outra filha, de 5 anos, se divertem muito velejando'', finaliza Egger. (J.F.)





