Santos, 05 (AE) - Amigos e familiares foram hoje à tarde ao velório da Beneficência Portuguesa dar o último adeus a Orlando Pereira, ex-jogador da seleção brasileira e ex-técnico do Santos, falecido no sábado. A movimentação foi intensa, durante todo o dia, principalmente por parte dos companheiros da velha guarda, como Edu, ex-atleta do Santos e o zagueiro João Carlos (ex-Palmeiras). Orlando Pereira, conhecido como Orlando Amarelo, morreu sábado à tarde, de embolia pulmonar, quando se preparava para assistir o jogo Brasil e Argentina.
O corpo foi velado na Beneficência Portuguesa, de onde saiu para ser enterrado no Cemitério do Saboó. Sobre o caixão, as bandeiras do Santos e do Jabaquara, além de uma camiseta da Portuguesa Santista, clubes onde além de ter sido jogador foi também técnico.
Orlando Amarelo, tinha 50 anos de idade. "Eu perdi um amigo e o futebol brasileiro um grande treinador", comentou João Carlos. Para Nei Bento de Souza, ex- preparador de goleiro do Santos, Orlando era uma pessoa de personalidade forte, com profundo conhecimento das técnicas do futebol. "Foi uma perda para o futebol brasileiro", garantiu. Outro que estava consternado era Ari Jarrão, massagista do Santos. Ele veio especialmente do Recife para o velório. "Orlando estava se recuperando bem e quando soube da notícia pensei que fosse brincadeira, porque ele sempre dizia que queria morrer primeiro para levar a bandeira". "Para mim ele era um amigo e um irmão", arrematou.
A filha do ex-técnico, Roberta Cristiane Pereira, deixou claro que tem sido muito reconfortante a presença dos amigos. Ela disse ainda que o pai recebeu muito apoio desde que sofreu o acidente em Brasília e que estava melhorando de saúde a cada dia. "Foi de repente. Em um segundo ele morreu".

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