O cambeense Jefferson da Silva Amaro voltou para casa, após disputar o Mundial Paraolímpico de Natação, em Eindhoven, na Holanda, com o sentimento de dever cumprido. Em sua primeira competição de nível internacional, ele conquistou uma medalha de ouro no revezamento 4 x 50 metros medley. Na prova que rendeu o ouro ao único paranaense na delegação brasileira, Amaro nadou borboleta e conseguiu sua melhor marca individual, com 35s09. Os demais integrantes do revezamento foram Daniel Dias, Clodoaldo Silva – dois ícones do esporte paraolímpico nacional – e Ivanildo Vasconcelos.
  Jefferson, de 21 anos, perdeu perna e braço esquerdos aos 14 anos, após ser atropelado por um trem enquanto brincava junto à linha férrea em Cambé. Fez hidroterapia por anos e, em 2008, conseguiu colocar uma prótese na perna. A partir daí, começou a nadar competitivamente e a ascensão veio rápido. Um ano depois, faturava quatro medalhas no Mundial de Piscina Curta, no Rio de Janeiro. Os resultados não apareceram à toa. São fruto de muita dedicação. Jefferson mora em Cambé, mas treina e estuda em Londrina. São seis ônibus diariamente para ir da casa para os treinos na AFML e às aulas do curso de nutrição da faculdade. De segunda à sexta-feira, ele cai na piscina para nadar em média duas horas por dia. Os treinos são complementados com academia três vezes na semana.

● Nesta modalidade participam atletas de todos os tipos de deficiência, divididos em dois grupos: os portadores de deficiência visual e os todos os outros


● O nado borboleta surgiu como uma variação do nado de peito, em que os braços eram lançados à frente por cima da água. O estilo foi criado em 1935 pelo americano Henry Myers

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