Organizadores se irritam com publicidade pirata
Agência Folha
A estréia da Seleção Brasileira contra a Venezuela, anteontem, irritou a organização da Copa América, não pelo resultado do jogo, mas pela presença de propaganda pirata no estádio Tres de Febrero, em Ciudad del Este, no Paraguai. Antes do início da competição, a Confederação Sul-Americana de Futebol orientara os responsáveis pelo esquema de segurança para que impedissem a entrada de torcedores com faixas de propaganda, fosse de conteúdo político ou comercial.
Mas, na partida entre Brasil e Venezuela, um grupo de torcedores estendeu uma faixa da COC, rede que atua na área de educação, e outro grupo expôs uma faixa da Fabiano, loja especializada em materiais esportivos. As duas empresas atuam no Brasil.
Assim que perceberam que se tratava de faixas publicitárias, os seguranças retiraram a segunda, mas a da COC acabou sendo escondida pelos próprios torcedores, que evitaram o confisco por parte da polícia. Após um dos gols do Brasil, no segundo tempo, a faixa voltou a ser exibida, mas, à força, foi arrancada e rasgada pelos seguranças, já que a empresa nada havia pago pelo espaço publicitário.
De acordo com a Traffic, agência de marketing esportivo que atua para a Sul-Americana, promovendo o torneio, a Copa América tem apenas quatro patrocinadores oficiais: Budweiser, MasterCard, Coca-Cola e Umbro. A cota paga por cada uma das empresas é de aproximadamente US$ 1,5 milhão. Além dos quatro, algumas empresas, como a Telefônica e o Banamex, banco mexicano estiveram presentes no Tres de Febrero.





