Júlio Mariz, não poupou críticas à Fifa pelo descaso com os brasileiros. Segundo o dirigente, a entidade esteve preocupada, no último semestre, com outras competições. "Não recebemos a atenção necessária", disse Mariz. "A Fifa esteve muito ocupada com o Mundial Sub-17 (em novembro, na Nova Zelândia) e o sorteio das chaves das eliminatórias para a Copa de 2002." O Mundial, segundo Mariz, foi organizado no Brasil em apenas 86 dias, quando o ideal seria ter feito o trabalho em, pelo menos, dois anos. Apesar da correria, está tudo praticamente no fim. As reformas no Morumbi e no Maracanã deverão terminar no início de 2000. A venda de ingressos já começa na quinta-feira, a partir das 13 horas. Em São Paulo, os postos serão no Pacaembu, Parque São Jorge e Morumbi. Não haverá pacotes especiais para quem quiser assistir aos três jogos da primeira fase, mas bilhetes de todas as partidas estarão disponíveis em todos os postos. A fiscalização das vendas será feita pelas federações de futebol de cada Estado. O Morumbi terá capacidade para 59 mil torcedores e o Maracanã, para 75 mil. Cinco mil ingressos foram destinados ao público estrangeiro, basicamente inglês e espanhol. O valor varia de R$ 10 a R$ 30. "Nossa intenção é receber uma média de 40 mil pessoas por jogo", afirmou Mariz. Aliás, essa é a expectativa dos organizadores do comitê local. Bons resultados de bilheteria no Mundial de Clubes é um ponto a favor do Brasil na tentativa de organizar a Copa de 2006. Em 15 de janeiro, por sinal, um dia após a final do torneio, seis dirigentes do Comitê Executivo da Fifa, liderados pelo norte-americano Alan Rotenberg, vão inspecionar estádios, hotéis
hospitais, estações de metrô, aeroportos e rodovias do País. O Mundial seria, assim, uma prévia, em menor escala, do que os brasileiros poderão oferecer para a Copa de 2006. A segurança de jogadores e torcedores é outra questão relevante para os organizadores. "Já conversei com Mário Covas (governador de São Paulo) e não temo incidentes graves", garantiu o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Eduardo José Farah. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, também depende dos resultados da primeira edição do torneio para definir possíveis mudanças. Sua única certeza é a realização do Mundial a cada dois anos. O Palmeiras, campeão da última Taça Libertadores, é o único time confirmado para a próxima edição. Até hoje, 17 emissoras de televisão já haviam comprado o direito de transmissão dos jogos - a brasileira SporTV e 16 estrangeiras. As concessões estão sendo feitas pela TV Bandeirantes, por meio da Traffic, empresa de marketing esportivo. A taça do torneio, avaliada em US$ 22 mil, chega amanhã ao Brasil. A Fifa investiu US$ 6,5 milhões na organização do evento, além dos US$ 28 milhões em prêmios.Por Anderson Couto São Paulo, 27 (AE) - A uma semana do início do 1º Mundial de Clubes, o presidente do Comitê Organizador Local do evento (COL)

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