A Polícia Militar recolheu no início da tarde de ontem cinco artefatos explosivos abandonados num edifício em construção, na Rua Lourenço Pinto, centro da cidade. As bombas poderiam estar escondidas para serem usadas por torcedores no jogo Coritiba x São Paulo, que aconteceu no domingo.
Por volta das 13 horas, uma pessoa identificada como Joselito de Lima, que estaria trabalhando na obra pertencente à indústria coméstica O Boticário, encontrou os artefatos e por curiosidade arremessou um deles contra o solo.
A explosão feriu o pé de Lima e provocou tumulto na região. Imediatamente, um carro da PM foi até o local para atender a ocorrência. Segundo informações dos tenentes Sampaio e Carrijo, da Companhia de Choque, os explosivos são de fabricação caseira, com todas as características dos manuseados pelas torcidas organizadas de futebol.
‘‘É bem provável que essas bombas tenham relação com o jogo do Coritiba. O rapaz que encontrou os artefatos foi curioso e por isso acabou se machucando, felizmente sem gravidade. Mas o barulho foi grande, tanto que o estrondo foi ouvido bem longe daqui’’, afirmou Carrijo. ‘‘Apesar dos artefatos ainda não terem sido periciados, tudo leva a crer que foram confeccionados por torcedores, que poderiam jogá-los contra os ônibus’’, acrescentou o tenente da Companhia de Choque. Os explosivos foram encaminhados à Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) para análise.
Cocaína - Dênis Luciano Santos, 18 anos, único torcedor do São Paulo que permaneceu preso no 4º Distrito Policial (Alto da Glória) por porte de três papelotes de cocaína, não havia sido liberado pelo delegado de plantão até o início da noite de ontem. A fiança dele foi arbitrada em R$ 100,00.
Odair Francisco Ferreira, 24 anos, e Alexandre Malavazi, 23 anos, dois outros integrantes da Torcida Independente do São Paulo (oficialmente extinta pelo Ministério Público paulista) acusados de atirar contra os torcedores do Coritiba, foram detidos por ‘‘conduta inconveniente’’ e liberados após a partida. A PM não encontrou a arma que teria efetuado os disparos.
No Hospital do Cajuru, para onde foram encaminhados os torcedores feridos nas imediações do Estádio Couto Pereira, o plantão de domingo foi um dos mais movimentados dos últimos tempos. Pelos cálculos do recepcionista Márcio de Melo, passaram pelo ambulatório cerca de 40 pessoas. Entre os atendidos que foram liberados estava Alessandro Ramos de Jesus, que teve o braço quebrado por uma pedrada e levado ao hospital por policiais.Marcelo AlmeidaBriga de torcidasAlessandro Ramos de Jesus: braço quebrado por uma pedradaEdmundo Inagaki

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