A falta de interesse do londrinense pelo seu clube profissional - nos sete primeiros jogos pela Série B do Brasileiro a soma do público pagante no Café foi de apenas 6.593 - é um fato quase inexplicável para os integrantes da Falange Azul e Sangue Azul, as torcidas organizadas do LEC que juntas contam com 800 torcedores cadastrados.
A Sangue Azul está com atividades paralisadas há meses. ''Vamos fazer uma campanha de volta ao estádio, porque o pessoal está um pouco desanimado. Com estes bons resultados nas últimas rodadas talvez eles despertem'', acredita Milton Aparecido da Silva, cartorário que é torcedor do LEC há 40 anos. Ele se irrita com a preferência dos seus conterrâneos pelos grandes clubes paulistas. ''Nossa torcida é infiel''.
O analista de sistema Fernando Cesar Pereira, presidente da Falange, torcida que viajou três vezes neste campeonato para acompanhar o Tubarão, defende a transferência dos jogos para o Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), praça esportiva instalada na área central. ''Muitos torcedores desistem de ir aos jogos pela distância do Estádio do Café (na zona norte, a quatro quilômetros do Terminal Urbano Central de transporte coletivo)'', lembra o presidente da Falange, cuja sede está instalada em uma sala do VGD.

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