Organizadas ameaçam jogadores do Botafogo
Rio, 27 (AE) - A crise no Botafogo, último colocado no Campeonato Brasileiro, teve hoje um agravante com uma reunião dos chefes de torcida do clube, na qual os torcedores ameaçaram de agressão física os jogadores que "não honrarem a camisa do clube", como definiu o torcedor conhecido como Russão, diretor da facção Folgada. Durante a semana, os jogadores foram ofendidos pelo técnico Carlos Alberto Torres e pelo ex-presidente do clube Carlos Augusto Montenegro, que interveio na administração do Departamento de Futebol Profissional.
O atacante Sérgio Manoel foi um dos poucos que reagiram às declarações de Torres e Montenegro. "Sou campeão brasileiro pelo Botafogo (1995) e ninguém tem o direito de vir aqui para me chamar, e aos outros jogadores, de indignos ou sem-vergonhas", declarou. A pausa de dez dias no Brasileiro vai servir para que Montenegro reformule o elenco. Sérgio Manoel deve ser afastado do time com Zé Carlos, Rodrigo, Marcelinho Paulista, Clóvis e outros, cujos nomes serão anunciados até a partida contra o Internacional, dia 5, no Rio.
A intenção de Torres e Montenegro é a de reforçar a equipe com algumas contratações e promover juniores para os próximos jogos do Brasileiro. O jogador Berti, do River Plate, pode ser adquirido. Rodrigo Fabri, que não acertou sua transferência para o Valladollid, voltou a ser cogitado para integrar o elenco. Hoje pela manhã, o lateral-direito Luís Paulo
de 22 anos, que atuava pelo Goiás, se apresentou ao clube. Seu passe pertence ao empresário Reinaldo Pitta e ele foi emprestado de graça ao Botafogo.
Pelos cálculos dos dirigentes, o Botafogo tem de ganhar 12 pontos nos próximos cinco jogos para deixar a zona de rebaixamento. Após o confronto com o Inter, o Botafogo vai enfrentar o Paraná, em Curitiba; o Atlético-PR, no Rio; o Santos, em Vila Belmiro; e o Juventude, no Rio.





