Organização decide manter prova
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sábado, 14 de dezembro de 2013
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Apesar do clima triste que tomou conta dos bastidores da 22ª edição das 500 Milhas de Londrina, organização do evento, direção de prova e pilotos optaram pelo não cancelamento do evento. A decisão foi tomada em uma reunião com a presença de todos os envolvidos, pouco mais de uma hora após o acidente que vitimou o piloto Robson Luiz Kolling, de 35 anos. Ele perdeu o controle de seu protótipo MRX 71 na entrada da curva do kartódromo, colidiu com o muro e teve morte instantânea.
A maioria foi favorável à continuidade do evento por questões de logística e patrocinadores. Segundo os organizadores, cerca de 90% dos participantes da tradicional prova londrinense veio de outras cidades. Alguns pilotos citaram que a manutenção da prova seria também uma forma de homenagear o piloto morto. A equipe MC Tubarão, que era parceria da equipe de Kolling, anunciou que não participará da prova. "Nós entendemos a decisão tomada pelos pilotos e a direção de prova, mas por questões sentimentais não vamos participar, não temos condições", disse João Carlos de Andrade, diretor da equipe catarinense.
Assim, a largada está mantida para as 16 horas. A prova será disputada em 800 km ou 263 voltas, em pouco mais de seis horas, no traçado de 3.055 metros. A única alteração foi a transferência dos treinos classificatórios para a manhã de hoje, a partir das 11 horas.
Para dar continuidade, alguns pilotos pediram reforço na segurança, principalmente no local do acidente, com a colocação de mais duas barreiras de pneus, proposta prontamente aceita pela organização. Outra reivindicação foi a inclusão de um treino noturno ontem para que as equipes pudessem encontrar o melhor acerto para os faróis, já que a prova vai invadir a noite e tem previsão de término para as 22 horas.
A direção de prova descartou qualquer possibilidade do acidente ter acontecido por irregularidades nos equipamentos de segurança. "O capacete dele estava dentro das normas FIA (Federação Internacional de Automobilismo), com homologação de 2014, o cinto de segurança estava dentro das normas, tudo dentro do que é pedido em termos de segurança, ou seja, o que houve foi uma grande fatalidade, que o nosso esporte está sujeito a acontecer. Essas imagens serão encaminhadas para a perícia, que vai dizer o que realmente aconteceu", contou o diretor da prova, Bento Tino. "Vi as imagens on board e pelo que deu para ver, ele tentou segurar o freio, e talvez não tenha achado, e joga o carro na grama. Até o momento da batida dá para ver que ele está com as mãos no volante e tentando reverter", complementou Tino. Antes da largada, a organização vai fazer um minuto de silêncio em homenagem a Kolling.


