Pequim - O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (BOCOG) negou ontem que 10 trabalhadores tenham morrido durante as obras de construção do Estádio Olímpico. A denúncia foi publicada domingo pelo jornal inglês Su© nday Times. As mortes, informava a reportagem, teriam ocorrido desde o início das obras e nunca foram divulgadas pelo governo chinês.
Apelidado de Ninho de Pássaro por sua arquitetura arrojada, o Estádio Olímpico tem custo estimado de US$ 400 milhões e começou a ser construído em 2003. Exigências técnicas da construção tornam frequente a necessidade de operários trabalharem em altitude elevada.
''A reportagem do Sunday Times afirmando que dez pessoas morreram durante a construção do Estádio Nacional não é verdadeira'', afirmou o porta-voz do Comitê chinês, Sun Weide. ''Até o momento, a construção tem andado bem e de acordo com o planejado'', acrescentou. ''A Prefeitura de Pequim e o BOCOG deram muita importância à segurança na construção das sedes''.
A publicação inglesa levou como base para seu levantamento a comparação de dados e testemunhos referentes às obras em diferentes períodos. O estádio é a única das 36 sedes previstas para os Jogos que ainda não está pronta. A instalação, com capacidade para 91 mil torcedores, tem previsão de entrega para o final de março. Cerca de 17 mil operários, a maior parte proveniente de províncias pobres e distantes da capital, estão trabalhando no estádio.
''Nós consideramos segurança, qualidade, tempo, funcionalidade e custo no projeto. Adotamos medidas para garantir a qualidade do projeto'', completa Weide. Nos três últimos Jogos Olímpicos realizados, pelo menos uma morte foi confirmada durante a construção das sedes. No ano passado, durante a construção do Estádio João Havelange para os Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro, um operário morreu.

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