Organização
alega que não há
como evitar
Gustavo dos Santos, responsável pela comissão organizadora do Pré-Olímpico, disse ontem que vai fazer uma consulta ao Procon para ver se há como impedir a ação dos cambistas. Em princípio, no entanto, ele diz que não há como evitar. ‘‘Se houvesse alguma maneira, em Copa do Mundo não haveria cambista.’’
Já o capitão Altivir Cieslak, responsável pelo policiamento no Estádio do Café, disse que a orientação aos soldados que estão trabalhando no Pré-Olímpico é apenas abordar o cambista se algum torcedor se sentir lesado e reclamar com a polícia. Ele orienta que a pessoa faça a reclamação com o ingresso na mão e indique a pessoa que fez a venda. Se possível, levar junto uma testemunha. Neste caso, assegura o capitão Cieslak, o cambista será detido e encaminhado para a Delegacia de Polícia.
‘‘Mas é somente nesta situação, porque senão não dá para configurar o ilícito. O simples fato da pessoa estar vendendo o ingresso não quer dizer nada. Não havendo vítima, não há materialidade do fato’’, diz o capitão, que orienta a compra do ingresso antecipado.
A Folha tentou falar com o responsável pelo Procon, Rogério Marçal, mas ele não foi encontrado.
(Lúcio Horta)

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