Rio de Janeiro - O retorno à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro nesta temporada, após ser rebaixado em 2002, ao lado do Palmeiras, trouxe a impressão de que o Botafogo havia superado, sob a gestão do presidente Bebeto de Freitas, a desconfiança sobre o fortalecimento do clube no cenário do futebol brasileiro. Ficou apenas na impressão, pois a realidade mostra exatamente o contrário.
E a proximidade do término do Nacional faltam apenas oito jogos não permite ao Botafogo perder mais pontos atuando fora e dentro de casa. Portanto, a pressão que recai sobre o elenco é enorme. Aliás, essa é uma das principais preocupações do técnico Paulo Bonamigo, que apontou o trabalho psicológico como a melhor solução para manter os jogadores motivados e dispostos ''a dar a volta por cima''.
O treinador lembrou que o time não está jogando mal, mas está cedendo o resultado no fim dos jogos. Citou a falha na marcação no gol de empate do Vitória, aos 48 minutos do segundo tempo, em Juiz de Fora, na penúltima rodada, e a expulsão de dois jogadores na derrota para o Palmeiras como exemplos de ''coisas que não podem ser repetidas daqui para frente''.
O semblante dos jogadores ontem era de abatimento no desembarque da equipe no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. O futuro nebuloso do Botafogo atormenta quem olha os próximos oito confrontos do time carioca. Terá de somar pontos fora de casa contra São Paulo e Atlético-PR, que lutam pelo título, além do Juventude, 6º colocado, que ainda briga por uma vaga na Libertadores.
Enfrentará ainda em casa Cruzeiro, Coritiba, Corinthians, Flamengo e Guarani. Estes dois últimos são adversários diretos na luta para não serem rebaixados. A boa notícia, ao menos, ficou por conta da recuperação do mando de campo no confronto de sábado, contra o Cruzeiro, por causa do efeito suspensivo concedido na quarta-feira pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter.

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