São Paulo - Os comitês de São Paulo e Rio à candidatura das duas cidades a representante brasileiras do Brasil na etapa internacional dos Jogos Olímpicos de 2012, cujos dossiês foram entregados ontem ao Comitê Olímpico Brasileiro, divergiram radicalmente na soma que gastariam caso fossem escolhidos.
Os gastos da capital paulista estariam na casa dos bilhões de dólares. No caso do Rio, a soma é medida em centenas de milhares de dólares. O COB define o representante brasileiro na etapa internacional da disputa no dia 7 de julho. Antes, um comitê de avaliação visita São Paulo e Rio a fim de produzir relatórios que servirão de parâmetro para a escolha.
O dossiê de postulação de São Paulo aos Jogos Olímpicos de 2012 prevê um custo total de aproximadamente US$ 12,4 bilhões para organizar uma edição da Olimpíada.
No caso do Rio, que contaria com a infra-estrutura para os Jogos Pan-Americanos de 2007, a soma é de US$ 350 milhões.
Da soma paulista, US$ 2,4 bilhões seriam utilizados diretamente com os Jogos. Os custos operacionais seriam da ordem de US$ 1,8 bilhão e o valor que será gasto com os equipamentos esportivos é US$ 648 milhões tanto com a adaptação como com a construção de novas instalações.
Os US$ 10 bilhões restantes propiciariam a infra-estrutura necessária para o município receber atletas, público e mídia, como a construção de duas novas linhas de metrô, ciclovias, despoluição de rios etc. Segundo a prefeitura, estas obras reverterão em benefícios para a população. Tais itens estariam sob responsabilidade majoritariamente do Estado e da prefeitura em menor grau.
Mas apesar de o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, ter comemorado ontem o fato de ter recebido uma carta de garantia política e financeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a própria secretária paulistana Nadia Campeão reconhece que não sabe ainda com quanto dinheiro do governo federal poderá contar em uma eventual vitória do município paulista.
O prefeito Cesar Maia usou o exemplo da vila como ponto a favor do Rio na disputa com São Paulo para ser a candidata do Brasil às Olimpíadas. ''Os equipamentos de uma competição criam uma base para os equipamentos da outra. Um exemplo é a vila olímpica, que se amplia e serve para o Pan e para as Olimpíadas'', disse o prefeito ontem.

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