Oposição tenta derrubar presidente da CBT
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quinta-feira, 11 de março de 2004
Chiquinho Leite Moreira<BR>Agência Estado 
São Paulo - Acuado e com perspectivas sombrias, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastás, deverá fazer um comunicado oficial hoje, ou até mesmo conceder uma entrevista coletiva, para explicar a atual crise do tênis brasileiro. Como não se espera uma renúncia, o grupo de oposição, liderado pela Federação de Santa Catarina, se mobiliza para convocar uma Assembléia Extraordinária e tentar destituir o atual dirigente.
Assim, os jogadores poderiam voltar atrás no boicote. E Gustavo Kuerten representaria o Brasil diante do Paraguai, de 9 a 11 de abril, com seu técnico Larri Passos como novo capitão da equipe da Copa Davis.
Nastás confia em seu bom relacionamento para manter-se no cargo e esclarecer as denúncias que vão da não prestação de contas até a formação de quadrilha e estelionato. Em reuniões com advogados, espera apresentar sua defesa. O mais difícil, porém, será encontrar jogadores dispostos a integrar a equipe para o confronto com o Paraguai.
Enquanto isso, a oposição, com a bandeira de buscar uma rápida solução para o Brasil ter uma equipe competitiva diante do Paraguai, vai precisar cumprir algumas etapas. A primeira seria certificar-se de que teria maioria absoluta, ou seja, 13 dos 25 votos dos presidentes das federações de todo o País.
O líder do movimento, o presidente da Federação Catarinense, Jorge Lacerda Rosa, está confiante. ''Hoje temos o Nelson Nastás de um lado e o resto do tênis brasileiro de outro'', afirmou o dirigente de Santa Catarina. ''Vamos pedir esta assembléia extraordinária em juízo, pois com a CBT, logicamente, não vai adiantar.''
Para convocar uma assembléia extraordinária, a oposição precisa de um pedido formulado por cinco presidentes de federações, o que não parece ser problema. A única dúvida persiste em conseguir-se a maioria absoluta. ''Num primeiro momento temos de resolver o impasse da Copa Davis'', afirmou Rosa. ''Com a saída do Nastás, os próprios jogadores já declararam que voltam a defender o Brasil. E teríamos, então, condições de vencer o Paraguai.''
Caso a oposição alcance êxito, Rosa tem planos de criar uma comissão formada por três presidentes de federações para administrar a CBT até a realização de novas eleições. O dirigente catarinense não pretende entrar com pedido de intervenção, pois acredita que neste caso o caminho seria muito demorado e não solucionaria a crise na Copa Davis. Afinal, até o dia 30 de março, o Brasil tem de inscrever os jogadores na Federação Internacional de Tênis (ITF).


