Santos - A insatisfação de alguns conselheiros santistas é tão grande com os resultados ruins do clube no segundo semestre, tanto dentro quanto fora de campo, que eles já se articulam para entrar com um pedido de impeachment do presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que atualmente está licenciado do cargo por problemas de saúde.
Os conselheiros da oposição afirmam que têm uma lista de promessas não cumpridas por Luis Alvaro. Dentre as principais reclamações estão a venda do meia Paulo Henrique Ganso para o São Paulo pelo valor parcial da multa rescisória, a falta de grandes reforços, incoerências no balanço fiscal e o excesso de funcionários no clube - atualmente são 430 empregados.
''Pretendemos o impeachment pelas promessas que não foram cumpridas, o fim do futebol feminino e futebol de salão. Além disso, a folha de pagamento gira em torno de R$ 7 milhões'', afirmou o conselheiro Celso Leite, um dos críticos da administração de Luis Alvaro.
Na partida beneficente ''Natal sem Fome'', organizada por Neymar e Narciso na última sexta-feira, na Vila Belmiro, várias faixas protestavam contra a administração de Luis Alvaro. Uma delas ironizava a contratação de funcionários no lugar de jogadores: ''Essa é a multiplicação dos peixes?''
Apesar da pressão da oposição, o impeachment não é uma questão simples. Para que o pedido fosse votado, são necessárias 141 assinaturas dentre os 280 membros do Conselho Deliberativo do Santos. Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente Luis Alvaro afirmou que não se pronunciaria, já que o pedido ainda não foi oficializado.
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Enquanto vive um conturbado momento político, o Santos sofre para contratar reforços. Em compensação, já definiu a dispensa de alguns jogadores do elenco de 2012, como o meia Bernardo (Vasco) e os laterais Fucile (Porto) e Juan (São Paulo). Também devem sair os zagueiros Bruno Rodrigo e David Braz, o volante Gerson Magrão e o atacante Bill.

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