Santos - Em reunião na noite de segunda-feira, a Associação Resgate Santista, grupo de oposição à gestão Marcelo Teixeira, decidiu lançar candidato à presidência do Santos para o pleito de dezembro. O nome do concorrente e seu projeto de campanha serão divulgados em duas semanas.
No encontro, também sobraram críticas à administração atual do Peixe. ''O Marcelo Teixeira tem sua importância para o clube. Poderia ter feito mais ou menos'', deu a entender que elogiava Pedro Luiz Nunes, presidente da Resgate Santista até o ano passado, em entrevista ao Santista Roxo, site oficial do grupo.
''Assim como têm importância o Eurico Miranda para o Vasco, o Mustafá para o Palmeiras, o Dualib para o Corinthians. A diferença é que todos eles procuraram sempre mudar o estatuto para se perpetuar no poder. E a consequência a médio e longo prazo não foram boas para os clubes'', complementou Nunes.
Teixeira ainda não confirmou se tentará se reeleger novamente, porém, desta vez, dá a entender que sim. A mudança no estatuto do Santos a que Nunes se refere aconteceu em 2003. Possibilitou reeleições ininterruptas para o cargo de presidente, além de estipular duas passagens pelo Conselho Deliberativo como requisito para se candidatar.
''O golpe no estatuto matou qualquer tentativa de se fazer oposição no Santos. Mesmo assim, sobrevivemos até aqui e continuamos tendo de 34% a 40% dos votos nas eleições'', discursou Fábio Gonzalez, presidente do grupo.

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