São Paulo, 22 (AE) - O mesmo fax enviado às redações de todos os jornais da Capital pelo grupo de Damião Garcia, confirmando o pedido de execução da sentença judicial que anula a reforma do estatuto do Corinthians, em 12 de dezembro de 94, também chegou ao Parque São Jorge mas não trouxe nenhum tipo de preocupação ao presidente Alberto Dualib e aos advogados do clube. Ao contrário: a insistência da oposição nesse tipo de coisa provocou até ironias por parte do advogado corintiano, Sérgio Dante Grassini: "A última vez que recebi um folheto desse, acabei jantando numa churrascaria". "Por que eles não anulam também a conquistas dos nossos títulos?", acrescenta Dualib.
Apesar da aparente tranquilidade, antes de alfinetar a oposição e sua luta de cinco anos para derrubar Dualib, Grassini teve o cuidado de checar na 2ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, com a escrevente ¶ngela DAguia, se havia de fato alguma petição relativa ao cumprimento da referida ação judicial. E a resposta foi negativa: "Pelo menos até agora, não há nenhuma petição na 2ª Vara do Tatuapé", diz Grassini.
"Aliás, o processo está fora do cartório. Foi retirado por uma estagiária do escritório de advocacia contratado pela oposição. Por isso, só nos resta esperar até amanhã para ver o que eles (a oposição) pretendem desta vez".
De acordo com o advogado Grassini, mesmo que o pedido de cumprimento da decisão judicial venha a ser feito, o presidente Dualib, o Conselho Deliberativo e a Diretoria não correm o menor risco de destituição. A razão é óbvia, segundo o jurista: "A eleição de 19 de setembro de 95 foi feita pelo estatuto velho, ou seja, não aquele que foi adptado à lei Zico e objeto da sentença judicial. O pleito foi realizado como determinou a Justiça na época. Logo, ainda que a reunião que alterou o estatuto tenha sido considerada nula pela Justiça, não significa nada para o Corinthians, porque não foi em cima daquele estatuto que Dualib se elegeu".
Já em relação a uma eventual inelegibilidade de Dualib na eleição de setembro de 95, o advogado lança um desafio à oposição: "Se o Dualib era inelegível, por que a oposição aceitou concorrer as eleições com ele? E se eles (a oposição) tivessem vencido, haveria esse questionamento? Claro que não, porque tudo foi feito dentro da legalidade".

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