São Paulo - A oposição do Corinthians pode estar rachada neste momento para enfrentar o presidente Andrés Sanchez, que tentará a reeleição em 15 de fevereiro, mas já definiu o principal ponto no qual pretende atacar a gestão: a ligação do mandatário com as torcidas organizadas, principalmente a Gaviões da Fiel.
O grupo liderado pelo conselheiro e pré-candidato Osmar Stábile fez uma breve pesquisa entre associados do clube e ouviu que a presença de torcedores ligados às uniformizadas, em maior escala aos fins de semana, desagrada. São os sócios que vão escolher o próximo presidente, como manda o novo estatuto. Nas últimas eleições foi o Conselho Deliberativo quem elegeu a diretoria, portanto a opinião dos associados acabou em segundo plano.
A presença de torcedores de organizadas cresceu muito depois de Sanchez assumir a presidência, em outubro de 2007. O clube não tem um número específico desse aumento, já que não consta o requisito ''pertence à torcida uniformizada'' no papel que se preenche para ser associado.
Algumas reclamações são com relação às atitudes. Associados já fizeram reclamações formais na secretaria contra pessoas que mexem com mulheres acompanhadas ou que atrapalham almoços em família. ''Isso não existe. Os associados que são da Gaviões ajudam muito os outros sócios. Sempre estão recolhendo reclamações e levando à diretoria. Todos têm boa índole'', disse Eduardo Ferreira, assessor da uniformizada e sócio do clube.
A cúpula corintiana tem ligação histórica com organizadas. Sanchez ajudou a fundar a Pavilhão Nove. Raul Correa e Silva, vice-presidente financeiro, participou da criação da Gaviões e é carteirinha 001 da Camisa 12. Com relação a votos, as organizadas não devem fazer a diferença. Muitos são associados recentes e precisariam de pelo menos dois anos (pelo estatuto antigo), ou até cinco anos (pelo novo documento), para ter direito a voto. Mas podem influenciar muitos associados, como espera o presidente.

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