São Paulo - Ao mesmo tempo em que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, começou a falar que o escolhido para ser seu sucessor é o ex-diretor de futebol Mário Gobbi, a oposição já se articula para lançar um candidato único nas eleições marcadas para dezembro.
É esse o cenário que se desenha. E seria o pior possível para Andrés, que enfrentou resistência interna ao optar por Gobbi até entre quem então o apoiava. Um exemplo disso é a chance de uma candidatura ''independente'', oriunda de um racha da situação, a do atual diretor administrativo André Luis de Oliveira, que por ora nega tal ideia.
Alianças, conchavos e intrigas estão a todo vapor no Parque São Jorge. A primeira vez que Andrés falou de Gobbi como seu candidato foi há pouco mais de uma semana. Havia a expectativa de que o anúncio oficial ocorresse logo após o carnaval, o que ainda não aconteceu. Acham que ainda é cedo já que o pleito será no fim do ano.
Mas, como a candidatura Gobbi é uma realidade, a oposição tem um nome como opção: é o conselheiro Paulo Garcia, que tem apoio principalmente de Antônio Roque Citadini, o mentor da chapa. Eles trabalham para que outro provável concorrente, Osmar Stábile, não se lance candidato, com o argumento de que essa é a única chance de derrotar o escolhido de Andrés.
Dessa maneira, segundo eles, não se cometeriam erros das últimas eleições vencidas por Andrés, quando Garcia e Stábile saíram candidatos. A primeira vez foi em 2007, para decidir qual presidente terminaria o mandato de Alberto Dualib. E depois em 2009, quando Andrés se elegeu para o atual mandato de três anos.
''Ainda não decidi se serei ou não candidato'', diz Stábile. ''Algumas ideias que tenho são diferentes das da outra chapa da oposição. Mas a união é uma possibilidade.''
Roque Citadini é mais otimista. E diz que a tendência é mesmo de uma chapa única. ''Quem está rachada é a própria situação, que não sabia quem seria o candidato e tem gente que pode sair sozinha'', avisou.
Até o meio do ano a chapa única deve estar fechada. Stábile e Garcia pretendem sentar e conversar sobre a união.
Os argumentos da oposição para derrotar Mário Gobbi são que a atual administração, segundo eles, acabou com as categorias de base, contratou muitos jogadores sem necessidade e se ateve principalmente às ações de marketing.
A situação rebate. Admite que o marketing teve papel importante na administração, mas cita a contratação de Ronaldo e os ganhos com patrocinador como ações de sucesso. Citam também os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil de 2009, além de terem reerguido o time depois do rebaixamento.

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