São Paulo - Em meio à crise com a parceira MSI e próximo de mais uma eleição, o Corinthians já vê a mobilização da oposição para tentar tirar Alberto Dualib da presidência. Após reunião realizada na noite de segunda-feira, membros do conselho que se opõe a atual administração decidiram os primeiros passos para tentar tirar o dirigente, que há 13 anos define os rumos do time de Parque São Jorge. A principal decisão no encontro foi a unificação dos grupos de oposição.
''A gente fez uma reunião para ver qual atitude tomar com relação às eleições no Corinthians. Decidimos que não vamos lançar uma outra chapa, mas apoiar a liderada pelo Andrés (Sanchez, ex-vice de futebol do Corinthians). Se a gente lançasse outra chapa, seria dividir as forças. Por isso, vamos apoiar aquela que já existe'', explicou o conselheiro Waldemar Pires.
Além disso, o dirigente revelou quais serão as medidas defendidas pela nova chapa nas próximas eleições, marcadas para janeiro do ano que vem. ''Vamos fazer campanha para que os conselheiros deixem de receber salários e para que não tenham parentes próximos no conselho. Também vamos querer devolver ao associado os 100% de direito de eleger seu presidente'', encerrou o dirigente.
O anúncio da união das prováveis chapas de oposição encerra uma discussão sobre quais seriam os adversários da atual administração nas eleições do ano que vem. Com a união do grupo composto por Waldemar Pires, Antônio Roque Citadini e Rubens Aprobato Machado à coligação de Andrés Sanchez, a oposição pretende ganhar força para eleger um novo comandante.
Contudo, o presidente Alberto Dualib já articula para tentar enfraquecer os adversários. Isso porque, segundo reportagem publicada pela ''Folha de S.Paulo'', o dirigente corintiano teria articulado um acordo de sucessão com o próprio Citadini, ex-vice-presidente e um de seus maiores opositores.
Mesmo assim, a oposição aposta na união entre as forças para tentar eleger agora em dezembro a maior parte das 100 vagas disponíveis no conselho. Além destas, outras 100 serão escolhidas diretamente por Dualib em janeiro. As eleições para a presidência, por sua vez, só se realizarão em 2008.

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