Opinião (Luiz Claudio Oliveira)
Opinião (Luiz Claudio Oliveira)
Festa rubro-negra com justiça
Um ano depois de ter sido gravemente punido por envolvimento de dirigentes com esquemas de arbitragem, o Atlético conquista o título de campeão paranaense e está prestes a inaugurar seu novo estádio que promete ser o mais confortável do Brasil. Um ano depois, a pena imposta pelo STJD, num julgamento de fantoches, foi totalmente cumprida e a redenção veio com as faixas de campeão.
A justiça foi feita em todos os sentidos. A taça de campeão foi realmente para equipe de melhor campanha em todo o torneio. São do rubro-negro a melhor defesa, o melhor ataque, o artilheiro do campeonato, o goleiro menos vazado e o time que mais venceu e que menos perdeu, além de ter conquistado quatro das cinco fases que teve o campeonato de 98.
O Atlético ganhou um campeonato que foi longo demais, mal elaborado e com um regulamento burro. Além disso passou para o principal rival, além do segundo lugar, o inferno astral. A diretoria atleticana agiu na hora certa e contratou Rubens Minelli - que foi campeão no ano passado, com o Paraná e iniciou a temporada no Coritiba com grandes planos, abortados pela diretoria do Coxa - para dar apoio ao técnico Abel Braga, quando este estava ficando isolado e sobrecarregado.
Enquanto isso, o Coritiba tropeçou em acusações de suborno e deixou comissão técnica e jogadores sem apoio. A diretoria preocupou-se demais com o tapetão e esqueceu-se de trabalhar junto daqueles que realmente ganham um campeonato. As acusações de suborno podem ainda prejudicar mais o Coritiba, inclusive no campeonato nacional. O Coxa definitivamente entrou no inferno astral.





