Opinião (Isnard Cordeiro)
Falava com Claudio Ogawa, Hélio Shibukawa e Edson Rossi, na terça-feira, sobre as viagens que o União Bandeirante fez para Dallas e mais recentemente a Atlanta e que já tem embarque marcado para Monterey, no México, dia 9. Por que para o Londrina não acontecem essas coisas?, era a questão.
Apesar de ser uma cidade grande, ficar conhecido no Brasil inteiro quando foi quarto lugar no Brasileirão de 77, a verdade é que o Londrina não teve nenhuma diretoria que soubesse tirar proveito disso. O que, aliás, é uma pena. Bem, na verdade, em 95, o Londrina esteve na Suíça e Itália, levado por Sérgio Clérice, com o objetivo de vender jogadores.
Esse também é o objetivo do União. Só que de forma diferente. Hoje, se aparecer uma proposta por um jogador junior, o União vende, sem fazer pedidos mirabolantes, como sempre fez o Londrina, especialmente depois que vendeu o Helber por um milhão de dólares. Não é todo jogador junior que vale isso.
E o União tem tido um proveito sensacional com a disputa desses torneios nos Estados Unidos. Este ano, depois que esteve em Dallas, fez convênio com uma empresa de brasileiros nos Estados Unidos - a BRUSA - em que terá grandes vantagens.
Agora, no retorno de Atlanta, recebeu proposta excelente para fazer uma parceria com o Vasco da Gama, que inclusive já quer mais um - dois juvenis do alvinegro já estão em São Januário -, o zagueiro Ricardo, titular e capitão da seleção brasileira de juvenis. Saindo essa parceria - e ela depende apenas do sim do presidente Serafim Meneghel e do vice Antônio Luiz Meneghel - tenho certeza que o União estará crescendo muito mais. Nas duas vezes em que viajei com a delegação do União deu para notar que os dirigentes têm uma mentalidade bem diferente desta que o Londrina tem.
Achei muito fria a torcida norte-americana em relação à Copa do Mundo. Os jornais dedicam pouco espaço, mesmo no dia em que a equipe deles enfrentou o Irã. É verdade que para esse dia a coisa não estava boa para eles, mas estão muito longe de viver um clima como o nosso, ou da Argentina, Itália e outros países.
Lá predomina, mesmo, o golfe, o basquete, o beisebol e o futebol americano. Ótimos esportes. É que o brasileiro não conhece direito golfe, futebol americano e beisebol. O que também é uma pena.





