Opinião (Ed Carlos Rocha)
OPINIÃO
Ed Carlos Rocha
Perdendo a chance
Coritiba e Atlético deixaram de dar um grande passo rumo à conquista do Campeonato Paranaense de 98. As duas equipes tiveram todas as chances de conseguir a vitória no clássico da última quarta-feira, que terminou empatado em 1 a 1.
As chances de o Coritiba consolidar a vitória surgiram nos primeiros 30 minutos do jogo, quando o Atlético, desarrumado taticamente, quase não existiu em campo e foi salvo por um chute mágico de Nélio, que fez o gol. Tivesse o Coritiba um pouco mais de competência teria liquidado o jogo no primeiro tempo.
O Atlético teve a chance de confirmar a vitória nos minutos finais do segundo tempo, quando o Coritiba, desesperado, foi para cima tentar o empate e abriu espaços para o contra-ataque. Num deles, se Paulo Miranda não tivesse sido tão fominha, o Atlético poderia ter feito 2 a 0.
Embora possa haver frustração por parte das duas torcidas, o empate mostrou, no entanto, por que o futebol é tão apaixonante. Pois é um dos únicos, ou o único esporte em que o que parece que vai acontecer nem sempre se confirma.
Caindo
O Coritiba jogou bem, mas a decepção do time foi o lateral-direito Reginaldo Araújo. Desde que voltou da Seleção Brasileira Sub-20, que participou do Torneio de Toulon, na França, em maio, o jogador não foi mais o mesmo. Ele vem errando muitos passes e cruzamentos e parece sempre estar desligado do jogo.
Talvez esteja pesando na cabeça de Reginaldo a possibilidade de se transferir para um time de maior expressão no futebol brasileiro, como o Santos, que vem demonstrando interesse no jogador. Mas para ir para outro time, Reginaldo terá que provar que tem mais futebol do que vem apresentando.
Vai fazer falta
Já faz tempo que Romário não vem apresentando a mesma qualidade de alguns anos atrás. Sempre fora de forma e com pouca disposição para treinar, o atacante vinha mantendo a sua fama com um gol ou outro feitos contra os times inexpressivos que a seleção enfrentou antes de chegar à França.
No entanto, vai fazer falta à seleção. Não tanto pelo futebol, mas pela preocupação que causa às defesas adversárias. Preocupados com ele, os zagueiros poderiam afrouxar a marcação com outros jogadores.
Além disso, Romário é uma espécie de ídolo do próprio grupo de jogadores. Ronaldinho, por exemplo, não esconde que prefere jogar ao lado do baixinho.





