Opinião (Ed Carlos Rocha)
O Coritiba do Espinosa
A diretoria do Coritiba acertou em cheio ao contratar, mesmo que de última hora, o técnico Valdyr Espinosa. Apesar de estar no comando da equipe apenas há seis jogos, o treinador conseguiu dar uma ‘‘cara’’ ao time alviverde.
Com Espinosa, o Coritiba ganhou personalidade. O time joga para frente, movimenta bem a bola, faz rápida ligação do meio-de-campo com o ataque e finaliza várias vezes ao gol. O meio-de-campo marca bem e a defesa é segura, com destaque para o constante apoio dos laterais.
Com o comando de Espinosa e com os atuais jogadores, o time não só é favorito para ganhar o Campeonato Paranaense, como tem potencial para ficar entre os primeiros do Brasileiro.
Só que a diretoria do Coritiba tem que se mexer para manter Espinosa no Couto Pereira. O treinador disse que gosta do Coritiba e que poderá ficar no clube desde que haja um entendimento com a diretoria.
O alviverde tem que abrir o olho e garantir logo o treinador. Pois no Alto da Glória corre a informação de que Espinosa já está sendo assediado por pelo menos dois grandes clubes brasileiros.
Quem perde é o futebol
O presidente afastado da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolim de Moura, está prestes a assumir novamente o comando da entidade. Ele foi afastado em dezembro do ano passado pela Justiça por não ter pago dívidas relativas ao IPTU.
Quando foi afastado, pairou no ar uma esperança de moralização no futebol do Estado, já que um interventor foi nomeado pela 2ª Vara da Fazenda Pública para apurar irregularidades nas áreas administrativa e financeira da entidade.
Passados esses cinco meses, outros dois interventores foram nomeados, algumas denúncias foram levantadas, dívidas foram divulgadas, mas nada foi profundamente apurado.
Com isso, apesar de algumas evidências de irregularidades apontadas em relatório do primeiro interventor, Vicente Rodacki, Moura, a quem diga com manobras políticas, volta fortalecido à FPF, como se nada tivesse acontecido.
No fim, quem saiu perdendo foram as pessoas que gostam do futebol e que acompanharam o desenrolar da história da FPF esperando esclarecimentos
Melhor como pequeno
O Paraná Clube mostrou mais uma vez, contra o Santos, na última terça-feira, pela Copa do Brasil, que obtém melhor resultados quando joga como time pequeno. O 1 a 0 contrário foi favorável ao time, se considerarmos que em nenhum momento da partida o tricolor tentou jogar para frente.
A expulsão de Reginaldo Vital até contribuiu para o resultado. Isto porque, com um a menos o time assumiu de vez que não poderia se arriscar e ficou os 90 minutos se defendendo dentro da própria área.
Como não tem força ofensiva e a defesa é vulnerável quando não tem a proteção do meio-de-campo, o Paraná, apesar de precisar da vitória, terá que adotar a mesma tática no jogo de volta, na próxima quinta-feira. O negócio é evitar o gol do Santos e tentar fazer um no contra-ataque.

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