Opinião (Ed Carlos Rocha)
Opinião (Ed Carlos Rocha)
Tranquilidade explicada
Quem conversou com o presidente afastado da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolim de Moura, nos dias seguintes à divulgação de um relatório cheio de supostas irregularidades na sua administração - feito pelo administrador temporário Vicente Paschoal Rodacki a pedido da Justiça - deve ter estranhado a tranquilidade de Moura, que parecia não estar nem aí para as acusações.
Na entrevista coletiva de ontem, o presidente afastado quis mostrar o porquê de sua tranquilidade. Tentando rebater as acusações feitas no relatório, Moura levantou suspeitas de que Rodacki é que estaria cometendo irregularidades, desviando dinheiro de parte da arrecadação cabíveis à FPF.
Quem está com a razão não vem ao caso. O que é de se focalizar o que Moura pretende com a divulgação dessas acusações. Ficou claro que o presidente afastado quis amenizar as críticas e acusações sobre a sua administração para tentar evitar a cassação definitiva de seu mandato, que será votada hoje à noite na FPF por presidentes de clubes e de ligas amadoras.
O próprio Moura, que diz ter conversado com boa parte dos votantes, deixou transparecer a confiança na não cassação. As acusações dois lados são fortes, mas há quem diga que a não cassação de Moura é certa porque muitos dos votantes, principalmente os presidentes de ligas amadoras, devem favores a Moura e que não o deixariam agora na mão. É esperar para ver.
Ansiedade
O clássico de domingo entre Coritiba e Atlético promete ser um dos melhores jogos do ano. Nele estarão os times de maior tradição no estado e duas maiores torcidas de Curitiba. Quem vencer tem grande chance de conquistar o primeiro turno e uma vaga na final.
Analisando estes fatores, é difícil, para quem gosta de futebol, não sentir uma pontasinha de ansiedade e nervosismo na espera pelo jogo. Já imaginou o que devem sentir então os jogadores e treinadores na semana que antecede a partida?
Última chance
O Rexona perdeu para o Leites Nestlé no último domingo, pela primeira partida da melhor de cinco da decisão da Superliga Feminina de Voleibol, da mesma maneira que havia perdido os dois jogos para o mesmo adversário na primeira fase, ou seja, por nervosismo e falta de atenção.
Domingo, em Curitiba, na segunda partida das finais, a equipe curitibana terá praticamente a última chance de reverter a situação. Isso porque, se perder novamente dificilmente terá forças para ainda superar a equipe de Jundiaí, que se apresenta bem mais experiente e equilibrada em quadra.





