O Brasil garantiu sua vaga nas oitavas-de-final sem muito esforço. Escócia e Marrocos, apesar de alguns lampejos, nem chegaram a meter medo no time brasileiro. Resta agora, na última rodada desta primeira fase da Copa da França, os vickings da Noruega. Este jogo, que só serve para o Brasil cumprir tabela no Mundial, está sendo encarado por Zagallo como uma desforra daqueles 4 a 2 que os noruegueses impuseram à Seleção ano passado em Oslo.
O jogo deveria ser encarado como uma chance para ajuste do time brasileiro e não como uma revanche. Afinal, a derrota da Seleção foi num amistoso de pouca importância. Zagallo deveria preocupar-se mais em achar outra solução tática para o time e evitar dar troco no técnico norueguês Egil Olsen.
- Zagallo parece ter recuperado o bom senso e já vislumbra a possibilidade de escalar o meia Denílson contra a Noruega, recuando Leonardo para ajudar na marcação do meio-de-campo ao lado de Dunga. Nesse caso, a Seleção atuaria com três jogadores canhotos naquele setor (Leonardo, Denílson e Rivaldo).
Alguns analistas são contrários a esta inflação de canhoteiros no meio-de-campo da Seleção. Não creio que isto vá atrapalhar a equipe. Os três atletas têm habilidade de sobra, são inteligentes e rápidos na articulação das jogadas. Será uma boa chance para dar um pouco mais de ritmo e vigor ao meio-de-campo da Seleção Brasileira.
- A Copa do Mundo da França, inflacionada com 32 seleções, ainda não esquentou. Salvo um ou outro jogo, o nível técnico da competição não é de se entusiasmar. Parece que o Mundial só ganhará corpo mesmo é nas oitavas-de-final, onde cada jogo vira uma decisão e a derrota significa a volta pra casa.
- Quem mais chamou a atenção até a segunda rodada da primeira fase foi a Nigéria, atual campeã olímpica. Os nigerianos, com um futebol moleque de muita técnica e ginga, deram mostras que não foram fazer turismo em Paris. Estão mais experientes e sabem exatamente o que fazem em campo. E parecem dispostos a ir longe no Mundial, como demonstrou o meia Amokachi, em recente entrevista, ao dizer que a Nigéria iria ganhar a Copa para a África, a Ásia e o terceiro mundo.
- Passando das oitavas-de-final por Camarões ou Chile, o Brasil poderá cruzar com a Nigéria, que já conquistou os franceses e foi a responsável pela eliminação brasileira nas Olimpíadas de Atlanta em 96. Seria mais uma revanche para o supersticioso técnico Zagallo.
- Os árbitros da Copa estão fora de ritmo. Ora deixam de punir a falta intencional e desleal (como a do marroquino Chiba em Ronaldinho), ora exageram ao interpretar um encontrão mais ríspido entre os jogadores (como a expulsão do dinamarquês Molnar diante de Camarões).

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