Opinião (Claudemir Scalone)
Parabéns Rexona!
O Paraná está em festa com o título nacional conquistado pela equipe do Rexona na Superliga Feminina de Vôlei, quinta-feira, em Jundiaí, diante do até então ‘papão’ Leites Nestlé. Méritos para o técnico Bernardinho Resende e para as jogadoras que superaram todos os fatores adversos e ganharam o campeonato na casa do adversário. A vitória do Rexona por 15 a 0 no segundo set, algo inédito para as meninas do Nestlé, foi digno de um time predestinado a ser campeão.
A conquista é um feito histórico para o Paraná, que jamais havia chegado a um título nos badalados e concorridos campeonatos nacionais de vôlei e basquete. O Estado pode agora chegar à maturidade na modalidade e ser ponto de referência do vôlei brasileiro.
Aliás, o Centro de Referência, sediado em Curitiba e com subsedes no interior, terá um motivo a mais para atrair os jovens em busca de uma saudável carreira no esporte. Pontos também para o governo do Estado que soube enxergar a importância de incentivar e implementar o esporte de base.
O Paraná fecha a Superliga com o melhor e o pior da temporada 97/98. O melhor com o Rexona campeão em quadra e na simpatia de suas jogadoras capitaneadas pela fora-de-série Fernanda Venturini. O pior, com o rebaixamento da Associação Banestado/Aguativa, de Londrina, que fechou sua participação no campeonato sem conseguir uma única vitória.
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A lista de convocados da Seleção Brasileira feita pelo técnico Zagallo agradou a maior parte dos críticos e torcedores. Não há muito o que fugir da relação divulgada na última terça-feira. A maioria, com razão, chiou pela não-inclusão do atacante Muller, do Santos. No momento, o santista está melhor do que Bebeto e Romário, que se arrasta em campo no Flamengo. Só não dá para entender as convocações dos medianos Doriva, do Porto, e Gonçalves, do Botafogo.
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O São Paulo, que até poucos dias atrás era tido como um dos melhores times do Brasil, corre o risco de morrer na praia na final do Paulistão e nas quartas-de-final da Copa do Brasil.
Incrível como um time se modifica em tão pouco tempo. De futebol arrasador contra o Palmeiras, o tricolor jogou quase nada diante de Corinthians e Vasco e terá que se desdobrar para reverter a vantagem alcançada por seus adversários.
Sem as investidas no ataque dos laterais Zé Carlos e Serginho, as arrancadas e os dribles desconcertantes de Denílson e o oportunismo de França e Dodô, o São Paulo vira um time comum, facilmente abatido pelos adversários. E Raí, surpresa para a final, será suficiente para o tricolor superar o estigma de freguês do Timão amanhã?

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