Opinião (Claudemir Scalone)

Correndo atrás do Paraná
Atlético e Coritiba iniciam amanhã a corrida para impedir o hexacampeonato paranaense do Paraná Clube. A façanha de ganhar seis campeonatos consecutivos no Estado só foi conseguida até hoje pelo Coritiba, quando sagrou-se campeão de 1971 a 1976.
Fundado em 1990, o Paraná foi campeão em 1991. Depois só perdeu o título de 1992, que ficou em poder do hoje rebaixado Londrina. O Atlético amarga um jejum de sete anos: sua última conquista estadual foi 1990. em O Coritiba, campeão em 1989, está na fila há oito anos. Até prova em contrário, o Iraty será mero coadjuvante. Mas será um fator de desequilíbrio: quem quiser ser campeão não poderá perder pontos para o ‘‘Azulão’’.
Se dependesse só do elenco e da campanha do rubro-negro na primeira fase, seria fácil apontá-lo como provável campeão. Mas convém lembrar que nos últimos anos, o Paraná parecia enfraquecido e acabou levantando o caneco.
•••Apesar dos esforços de última hora, o Londrina não conseguiu evitar o rebaixamento para a segunda divisão. Ainda bem que nenhum dirigente tentou imitar o Fluminense para brigar por uma virada de mesa e evitar a queda do Tubarão. O time londrinense terá de voltar à primeira divisão por seu próprio esforço dentro de campo. Vai ter de conviver com jogos deficitários, de baixo nível técnico e gozação das torcidas por onde jogar. E se quiser subir terá de superar adversários aguerridos em campos ruins.
Fica a expectativa para que outros empresários passem a apoiar o Londrina. O clube precisa se estruturar de vez, desde as categorias de base, para fazer uma boa campanha na Série B do Brasileiro.
•••Com o insucesso do Londrina, a Portuguesa Londrinense passa a ser o caminho mais rápido para que a cidade não fique de fora da principal divisão do Campeonato Paranaense em 1999. A Lusa faz boa campanha na Série A-2 e precisa vencer seus dois próximos jogos no VGD contra o Batel (domingo) e Comercial (dia 3) para passar à fase semifinal. Depois, é só garantir pelo menos o vice-campeonato.
•••Nem Muller, nem Júlio Cesar. O técnico Zagallo resolveu fechar questão em cima daquilo que já havia planejado e não deu chance a nenhum dos dois jogadores no amistoso de quarta-feira contra a Argentina, no Rio. Preferiu a experiência de Bebeto e decidiu ‘‘confiar’’ na boa conduta de Edmundo e Júnior Baiano. A justificativa de que é tarde para experiências na Seleção não serve. Afinal, até agora a equipe não tem um perfil definido. Vem jogando e ganhando jogos apenas com o talento individual de Romário, Ronaldinho e Denílson, entre outros. Muller e Júlio Cesar mereciam pelo menos um último teste na Seleção.
•••Elenco milionário e futebol paupérrimo. Este é o perfil atual do Flamengo sob a direção de Kléber Leite, que parece predestinado a levar o rubro-negro carioca ao ridículo. Nem a estrela de Romário consegue brilhar para frustração da maior torcida do Brasil.

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