Por suas atitudes dentro da pista, ele não é o melhor exemplo de esportista. Honestidade e espírito esportivo definitivamente não fazem parte do dicionário de Michael Schumacher, o Dick Vigarista da F-1. A alcunha do personagem trapaceiro do desenho animado Corrida Maluca persegue o alemão desde a sua estréia na categoria, em 1991, na Jordan.
Em 1994, Schumacher apresentou seu cartão de visitas e conquistou o primeiro título por apenas um ponto de diferença. No GP da Austrália, perdeu o controle do carro, bateu no muro e depois jogou sua Benetton contra a Williams de Damon Hill, numa manobra discutida e criticada pelo mundo da F-1. Em 97 repetiu o ''feito'' jogando sua Ferrari sobre o carro de Jacques Villeneuve. Desta vez, a FIA puniu o alemão e Villeneuve ficou com o título.
As trapaças e artimanhas do maior (e não o melhor) piloto da F-1 correram as pistas do mundo inteiro. Fechadas, bandeiras ignoradas e atitudades anti-desportivas mancharam seu currículo vitorioso. Schumacher se despede hoje como dono de quase todos os recordes - títulos, poles, voltas mais rápidas, vitórias e pontos. Se sobraram competência, braço e vontade de vencer nesses 16 anos de F-1, faltaram a Schumacher simpatia, humildade e respeito aos adversários.

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