Salvador - Os operários das obras da Arena Fonte Nova, estádio de Salvador que receberá os jogos da Copa do Mundo de 2014 na cidade, interromperam a construção, na manhã de ontem, para reivindicar o cumprimento de acordos feitos entre os trabalhadores e o Consórcio Arena Salvador, responsável pelas obras, e para protestar contra cortes feitos nos salários
De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA), Paulo Roberto dos Santos, o estopim para a manifestação foi a constatação, por parte de alguns funcionários, de que havia descontos não justificados, referentes a dias não trabalhados no mês anterior - eles alegam ter cumprido as jornadas de trabalho normalmente. ''A situação criou um mal-estar grande, no dia seguinte ao recebimento dos salários. Por isso resolvemos parar''.
Parte dos cerca dos 2 mil operários que trabalham na obra promoveram uma manifestação, durante a manhã, na frente do futuro estádio, no Dique do Tororó, interrompendo o fluxo de veículos na região. O protesto causou engarrafamentos por toda a cidade, em especial na região central de Salvador.
Segundo o presidente do sindicato, Adalberto Galvão, a paralisação também ocorre por outras reivindicações, como o suposto não cumprimento, por parte da empresa, do descanso remunerado aos funcionários e do pagamento de horas extras. Também haveria reclamações sobre casos de assédio moral contra os operários.
Em nota distribuída no início da tarde desta quarta, o Consórcio Arena Salvador alegou que a sua direção ''ainda não foi informada sobre as reivindicações que motivaram a manifestação e aguarda comunicação oficial através do Sintepav''. O texto também afirma que a empresa ''reafirma o compromisso de respeito aos direitos dos seus colaboradores, permanecendo aberta ao diálogo''.
O sindicato já agendou assembleia com os operários para a manhã desta quinta, para discutir a possibilidade de manutenção da paralisação.

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