Operários da reforma do Beira-Rio em greve
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Das Agências 
Porto Alegre - Os operários que trabalham na reforma do Beira-Rio para a Copa de 2014 entraram em greve ontem. Depois de uma reunião com a construtora Andrade Gutierrez, responsável pela obra do estádio em Porto Alegre, eles decidiram parar por tempo indeterminado. O principal impasse diz respeito ao porcentual de reajuste salarial exigido pelos trabalhadores - eles querem 15%, contra os 8% oferecidos pela empreiteira.
"Nós iniciamos a negociação pedindo 40%, reduzimos para 20% e agora 15%, ainda não houve acordo. Nós conseguimos aumentar o valor do ticket refeição de R$ 160,00 para R$ 200,00. Outra situação que foi negociada é para quem mora em outros estados terá nove dias para ir em casa", disse César Tubino, assessor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Siticepot).
Segundo ele, dos 900 operários que atualmente trabalham nas obras do estádio do Inter, 600 são empregados pela própria Andrade Gutierrez e os demais são terceirizados.
Na semana passada, parte dos operários já fez uma paralisação de cerca de 24 horas, exigindo a ampliação dos direitos, como um menor intervalo entre as folgas para visitar familiares, questão que já foi resolvida, e o reajuste salarial. Como não houve acordo para o aumento dos salários, os trabalhadores decidiram agora pela greve por tempo indeterminado.
No último balanço divulgado pela construtora, em dezembro, a reforma do Beira-Rio já tinha atingido 52% da conclusão das obras. A previsão é de que o estádio seja inaugurado no final deste ano, para ser o palco em Porto Alegre dos jogos da Copa do Mundo de 2014.


