Operário vence o Maringá nos pênaltis e é campeão paranaense
Fantasma faz 5 a 4 nas penalidades máximas, no Germano Krüger, e volta a conquistar o Estadual após dez anos
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de março de 2025
Fantasma faz 5 a 4 nas penalidades máximas, no Germano Krüger, e volta a conquistar o Estadual após dez anos
Reportagem local 

O Operário Ferroviário é bicampeão paranaense. O Fantasma venceu o Maringá nos pênaltis por 5 a 4 no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, neste sábado (29). No tempo normal, a partida terminou empatada em 1 a1, o que levou a decisão para as penalidades máximas, já que os times também ficaram na igualdade na ida, em Maringá, por 2 a 2.
A vitória veio na última cobrança. Após ver os companheiros converterem as cinco penalidades , o goleiro Elias defendeu o chute de Ronald e garantiu a taça ao time dos Campos Gerais, dez anos após a primeira conquista.
O JOGO
Como uma final deve ser, o jogo começou quente em Ponta Grossa. O Operário apostou no controle da posse de bola e na ocupação do campo de ataque, enquanto o Maringá esperou as oportunidades de escapar nos contragolpes para explorar os espaços deixados pela defesa adversária.
Diante deste “jogo de xadrez”, o Dogão logo impôs uma superioridade. Aos 4 minutos, após um vacilo da defesa do Fantasma, Raphinha dominou no peito, bateu cruzado e a bola passou perto do gol. Já aos 16 minutos, foi a vez de Matheus Moraes invadir a área, finalizar com categoria no canto e levar muito perigo.
A pressão do Maringá continuou e aos 21 minutos, Buga arriscou de longe e acertou o travessão de Dheimison, que ainda tocou na bola. Aos 27 minutos, Negueba cruzou de três dedos, Raphinha apareceu como elemento surpresa, cara a cara com o goleiro, mas mandou por cima.
Porém, já na reta final do primeiro tempo, o domínio do Dogão foi recompensado. Aos 38 minutos, Léo Ceará deixou Matheus Moraes de frente para o gol e o atacante chutou na saída de Dheimison: 1 a 0 Maringá.
Retraído com a intensidade do Dogão e com dificuldades na marcação, o cenário parecia o pior possível para o Operário. Contudo, logo de imediato após o gol, Max Miller esticou o braço dentro da área e cometeu pênalti a favor do Fantasma. Vinicius Mingotti foi para a cobrança e levou o placar igualado para o intervalo: 1 a 1.
Ao longo da etapa final, o jogo ficou truncado e com muita disputa no setor de meio-campo, o que dificultou as criações dos ataques. Com uma postura mais ofensiva, o Operário equilibrou as ações, diminuiu o ímpeto do Dogão e ensaiou uma pressão na reta final do confronto.
Já nos acréscimos, a bola se ofereceu para Boschilia dentro da área, mas, de primeira, o meia chutou por cima do gol. A chance foi a última de movimentar o placar e com isso, a disputa do título do Paranaense dos Clássicos foi para os pênaltis.
Nas cobranças, pelo Operário marcaram Daniel Amorim, Neto Paraíba, Cristiano, Boschilia e Jean Lucas. Já pelo Maringá, Maranhão, Negueba, Cheron e Júlio Rodrigues converteram, mas, no último pênalti, Elias defendeu a cobrança de Ronald Carvalho e deu o título ao Fantasma.
AGENDA
O Operário volta a campo no dia 4 de abril, diante do Criciúma, no Heriberto Hülse, pela primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Já o Maringá estreia na Série C do Brasileirão no dia 12 de abril, contra o Guarani, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.


