Operário tira invencibilidade do Tubarão
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Rafael Souza <br>Reportagem Local 
O Operário fez jus à fama de "asa negra" e derrubou o Londrina mais uma vez no estádio do Café. Pela quarta rodada do Campeonato Paranaense, o Fantasma, que já havia levado a melhor em dois dos últimos quatro confrontos em Londrina, voltou a assombrar o Tubarão, venceu por 1 a 0, acabando com a invencibilidade alviceleste no torneio. Douglas marcou o gol operariano no primeiro tempo. A derrota encerra uma invencibilidade de um ano e um mês do Londrina em sua casa.
Londrina e Operário fizeram um jogo movimentado no Café. Logo aos dois minutos, Allan Vieira cruzou da esquerda, Arthur antecipou-se ao zagueiro e tocou com perigo à direita do gol. O Operário respondeu quatro minutos depois, com Douglas. Ele roubou de Léo Maringá e arriscou de longe. A bola foi no ângulo e Vítor salvou o LEC.
Sem a bola, o Operário, armado com três zagueiros, se fechava no campo de defesa, dificultando as ações de ataque do Londrina. O desafogo vinha com os laterais. E, assim, o Tubarão quase abriu o placar aos 16 minutos. Allan Vieira tabelou com Arthur, que devolveu de letra, o lateral cruzou, mas a bola atravessou a área sem encontrar alguém.
O jogo era lá e cá e o time de Ponta Grossa respondeu aos 22 minutos. Jhonatan Silva recebeu nas costas da defesa e chutou cruzado, Vítor salvou o Tubarão novamente com uma grande intervenção. Dois minutos depois, Arthur perdeu melhor chance do LEC. De novo Allan Vieira foi ao fundo e cruzou na área, o camisa 9 entrou sozinho, mas bateu forte na bola e isolou.
No lance seguinte veio o castigo para os donos da casa. Danilo Baia aproveitou o espaço nas costas de Allan Vieira e cruzou na cabeça de Douglas, que só teve o trabalho de escolher o canto para vazar a defesa do Tubarão pela primeira vez no Estadual e estrear as novas redes do estádio do Café.
O Operário se fechou ainda mais. O goleiro Jhonatan abusava da cera, irritando jogadores e torcida do Londrina. Nos lances finais, o Tubarão chegou perto novamente, mas o arqueiro salvou o Operário no chute de Léo Maringá dentro da pequena área.
O Londrina voltou para o segundo tempo da mesma forma, pressionando em busca do empate, com Rone Dias na vaga de Bidía. Mas aos 14 minutos perdeu Celsinho, que levou o vermelho direto depois de atingir o zagueiro operariano em uma disputa de bola. Dois minutos depois, Vítor apareceu de novo para salvar o LEC no chute de Lucas.
Mesmo com um a menos, o Londrina seguia comandando as ações. Aos 24, Sosa derrubou Neílson por trás e também foi expulso. Na cobrança da falta, Germano acertou o travessão. Com os dois times cansados, o jogo caiu de ritmo após a metade do segundo tempo. O Tubarão ensaiava uma pressão final, mas Lucas Ramon também foi expulso, minando a reação londrinense. Melhor para o Operário, que venceu a segunda no Paranaense e chegou aos sete pontos. O LEC permanece com nove.
Pior para os 3,6 mil pagantes melhor público do LEC no campeonato que foram ao Café. "Tivemos o domínio, criamos inúmeras chances, mas infelizmente perdemos", lamentou o zagueiro Sílvio.
O Londrina terá que esperar pelo menos dez dias para se recuperar, já que volta a campo agora só no dia 22, para enfrentar o Rio Branco, em Paranaguá.
Na Arena da Baixada, o Atlético-PR superou o Prudentópolis por 2 x 0 com gols de Caíque, aos 46 minutos do primeiro tempo e de Lula aos 14 da segunda etapa.
Em Rolândia, no estádio Erich Georg, o time da casa perdeu mais uma e se complicou ainda mais no campeonato. O Nacional tomou um gol de Rodrigo Dantas, do Maringá, aos 36 minutos do primeiro tempo, mas conseguiu equilibrar o placar aos 33 da segunda etapa com gol de Lucas Vieira. Três minutos depois, o Maringá virou com Rafael Santiago, que marcou o terceiro do time maringaense aos 45 minutos finais.
No Estádio Municipal Arnaldo Bussato, em Cascavel, a equipe do Oeste paranaense fez um a zero sobre o Rio Branco, de Paranaguá. Jorge Preá marcou aos 11 minutos da segunda etapa. O jogo entre Foz do Iguaçu e Coritiba não havia terminado até o fechamento da edição.



