A novela envolvendo a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense teve mais um capítulo ontem e com final triste para o Operário. Por 5 votos a 2, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recusou o recurso do time pontagrossense e manteve a decisão do tribunal paranaense de não impugnar a partida entre o Fantasma e o Foz do Iguaçu, no dia 29 de junho, válida pela última rodada da Segundona.
Na oportunidade, as duas equipes decidiam a segunda colocação no torneio. O jogo seguia empatado em 1 a 1 até os 41 minutos do segundo tempo, quando o árbitro Edvaldo Elias da Silva marcou um pênalti para o Foz. Depois de um tumulto o time do Operário foi para os vestiários alegando falta de segurança. O árbitro, após alguns minutos, declarou o fim do jogo, relatando na súmula abandono de campo do Fantasma.
O embate completou dois meses e tem ainda alguns capítulos pela frente. A anulação foi julgada no dia 10 de julho pelo TJD-PR, que não acatou o pedido. Alegando cerceamento de defesa, o Operário foi ao STJD pedir a anulação do julgamento e também saiu derrotado. No novo recurso, o Fantasma tentava anular a decisão do tribunal estadual e conseguir jogar novamente a partida.
O caso agora volta para o TJD-PR, que deve decidir no início da semana quem tem razão na briga. O tribunal aguardava a decisão no Rio para marcar o julgamento do abandono de campo do Operário e da falta de segurança do Estádio ABC.
Luís Antonio Teixeira, advogado do Foz, acredita que o clube sai em vantagem na nova batalha. ''A vitória consolida os fundamentos do tribunal aos fatos ocorridos em Foz, que quem deu caso foi o Operário'', apontou o advogado.
Domingos Moro, que defende o Fantasma, mantém as esperanças de provar que o time pontagrossense não abandonou o campo à toa. ''Vou trabalhar muito para isso. O Operário vai até o fim. Ponta Grossa merece'', afirmou.
O Operário está denunciado no artigo 205 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) - ''dar causa à não realização ou impedir o prosseguimento de partida'' - que prevê perda dos pontos em favor do adversário e proibição de participar do próximo campeonato, além de multa no valor entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.
Já o Foz está enquadrado no artigo 213 - ''deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desporto''. A multa em dinheiro é a mesma, além da perda de mando de campo de um a três jogos.
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) aguarda a definição para homologar o vice-campeão da Segundona, vencida pelo Nacional. O clube que vencer a batalha nos tribunais, fica com o acesso à Primeira Divisão e com uma vaga na Copa Paraná, que começa no próximo dia 21.

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