Manaus – O português Antônio José Pita Martins, um dos operários que trabalhavam na construção da Arena Amazônia, morreu ontem em Manaus. Ele tinha 55 anos e sofreu um grave acidente no começo da manhã, quando desmontava um guindaste de grande porte na área externa do estádio. Levado para o hospital, não resistiu aos ferimentos durante a cirurgia.
Antônio Martins era funcionário da Martifer, empresa que presta serviço na construção da Arena Amazônia. Ele trabalhava como técnico de guindaste de grande porte e sofreu o acidente quando desmontava o equipamento. De acordo com as investigações preliminares, uma peça teria caído em sua cabeça, provocando os graves ferimentos.
Inicialmente, ele seguiu para o Hospital 28 de Agosto. Após ser estabilizado, foi transferido para o Hospital João Lúcio. De acordo com o boletim médico, o quadro era de trauma encefálico grave e múltiplas lesões no tórax. Durante uma craniotomia descompressiva, no centro cirúrgico, teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Em nota, a Martifer revelou que "neste momento presta toda a assistência à família e apura as causas do acidente". O governo do Estado do Amazonas também divulgou um comunicado oficial para lamentar a morte do operário e ressaltar que a empresa para a qual ele trabalhava já "assegurou que prestará toda assistência à família de Antônio".
Essa é a terceira morte registrada na construção da Arena Amazônia. As duas anteriores aconteceram no ano passado. Em março, Raimundo Nonato Lima da Costa, de 49 anos, sofreu uma queda fatal no canteiro de obras do estádio. E em dezembro, Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, também caiu durante o trabalho que fazia no local.
No total, são seis mortes registradas em acidentes nas obras dos estádios da Copa. Além das três ocorridas em Manaus, foram duas no Itaquerão, em São Paulo, e uma no Mané Garrincha, em Brasília. Isso sem contar outros dois operários que morreram por causa de problemas cardíacos durante o trabalho, no Mineirão e na Arena Amazônia.
No começo desta semana, o estádio em Manaus tinha atingido 96,68% das obras concluídas. A previsão do governador do Amazonas, Omar Aziz, era de que a inauguração acontecesse ainda em fevereiro, dependendo da agenda da presidente Dilma Rousseff, que tem acompanhado pessoalmente a entrega de todas as sedes de jogos da Copa do Mundo.
Até agora, sete dos 12 estádios da Copa já foram oficialmente inaugurados - os demais ainda em obras são em Porto Alegre, Cuiabá, São Paulo e Curitiba. Na Arena Amazônia, com capacidade para 40 mil torcedores, haverá quatro jogos do Mundial: Inglaterra x Itália, Camarões x Croácia, Estados Unidos x Portugal e Honduras x Suíça.

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