Operado, Roger só voltará a jogar em 2006
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segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Das Agências 
São Paulo - ''Foi um sucesso!'' A afirmação de Joaquim Grava, depois de 1 hora e 10 minutos de cirurgia, trouxe alívio no Parque São Jorge. O médico se referia à operação feita, na manhã de ontem, no tornozelo direito de Roger, no Hospital São Luiz. O meia do Corinthians sofreu fratura na fíbula e teve rompidos os ligamentos do tornozelo direito, depois de sofrer entrada casual de Amaral na partida contra o Vasco, no domingo, no Pacaembu.
Seu retorno aos campos levará, no mínimo, dez semanas. Ou seja: só voltará a jogar no Paulistão de 2006. Deverá ter alta do hospital na manhã desta quarta.
Grava tem motivos para comemorar: ''Tudo correu dentro do esperado. O diagnóstico feito no domingo foi correto. Corrigimos a fratura com a aplicação de uma placa de titânio e costuramos os ligamentos. O Roger voltará em janeiro do ano que vem jogando com a mesma eficiência que estava demonstrando''.
Faz questão de dizer que a maratona de partidas a que o Corinthians está sendo submetido não 'facilitou' a ocorrência da fratura. ''Não houve qualquer tipo de stress. O Roger poderia ter ficado sem jogar por muito tempo, ter tirado férias e, se sofresse o mesmo tipo de queda no gramado, teria a perna quebrada da mesma maneira'', garante o médico.
Grava assegura que a contusão não é nada incomum. Ele mesmo está familiarizado com operações e recuperações deste tipo. ''Eu já operei o Marcinho, do Palmeiras (quando estava no São Caetano), o Marques, o Fábio Baiano, o Casagrande. Foi o mesmo tipo de cirurgia do Roger. Ele sabe que não precisa se preocupar''.
O médico tem até uma tese inovadora para falar sobre a recuperação do atleta: ''Ele é um jogador muito técnico, que usa pouco a força. A prática me mostra que atletas que não forçam muito a musculatura e têm mais talento, voltam até mais rápido. O Roger, porém, não antes de dez semanas''.
O doutor Fábio Novi auxiliou Grava na cirurgia. Ambos comentaram que Roger, até certo ponto, teve 'sorte'. Quando houve o rompimento do osso, saiu uma lasca chamada normalmente entre os médicos de 'asa de borboleta'. A lasca que saiu da fíbula de Roger foi mínima, não houve nem necessidade de enxerto.
Carlos Alberto, que entrou na vaga de Roger contra o Vasco, evitou afirmar que se sente de volta ao time titular. ''O elenco não tem só 11 jogadores. Estou à disposição para ajudar o Corinthians se o treinador achar que devo voltar aos titulares'', afirmou Carlos Alberto, que se considera na melhor forma desde a chegada ao Corinthians.


