São Paulo - Medalhista de bronze na Olimpíada de Londres, na categoria até 78kg, a judoca Mayra Aguiar foi submetida a uma cirurgia na segunda-feira, em São Paulo, e precisará ficar seis meses afastada dos tatames. Ela vinha sentindo dores no ombro direito, fruto de uma lesão no ligamento posterior sofrida ainda em abril, mas só agora foi operada.
Mayra se contundiu em uma queda durante o Campeonato Pan-Americano de Montreal. De acordo com o médico da seleção brasileira de judô, Breno Schor - que também foi o responsável pela cirurgia -, o tratamento fez com que ela chegasse à Olimpíada de Londres sem dores, mas ainda com a lesão, que causava limitações.
"Mayra apresentou uma lesão no ligamento posterior do ombro direito, que a limitava nos treinos e em alguns golpes durante as lutas. Ela foi tratada com fisioterapia e medicação até Londres e conseguiu ficar sem dor para competir, mas com algumas limitações", explicou o médico. "Não havia tempo para operar a Mayra antes dos Jogos Olímpicos e o controle que fizemos minimizou o risco de aumentar a lesão."
Problema semelhante viveu Mariana Silva. A judoca da categoria até 63kg teve o ombro deslocado quatro meses antes da Olimpíada e isso gerou uma lesão ligamentar no local. Com isso, ela também chegou limitada a Londres, onde caiu na estreia, e só pôde lutar por conta da fisioterapia.
"Optamos, junto com a Mariana, por tentar o tratamento clínico até Londres, mesmo sabendo que teríamos que operar ao voltar da Olimpíada. Na preparação para os Jogos ela fez fisioterapia todos os dias, às vezes duas vezes por dia, e isso ajudou a conseguir garantir a vaga e chegar em condições de disputar a sua primeira olimpíada", disse Breno Schor.

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