Operação tapa-buracos
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quarta-feira, 12 de julho de 2017
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem local 

A FEL (Fundação de Esportes de Londrina) vai vetar a utilização do estádio do Café para treinos, jogos de competições estaduais, amistosos e partidas de equipes de base. O objetivo da entidade que administra o local é diminuir a utilização da praça esportiva para preservar e recuperar o gramado. "O nosso diagnóstico e também da empresa que trocou o gramado no ano passado é que o estádio tem um excesso de jogos e treinos e isso impede um trabalho completo de recuperação do gramado. Vamos preservar o estádio apenas para os jogos do Londrina na Série B", revelou o presidente da FEL, Fernando Madureira, em entrevista à FOLHA.
O local está em péssimas condições e inúmeros buracos tomam conta do gramado do Café. Após uma convocação via judicial impetrada pela FEL, técnicos da Grasstecno Gramados, de Araucária, responsável pela troca do gramado em 2016, estiveram no estádio na terça-feira (11) para uma avaliação. De acordo com Madureira, a empresa ainda vai apresentar um relatório completo, mas a primeira análise revelou que o trabalho de recuperação está sendo feito da maneira correta e que com menos atividades o gramado vai ficar em uma condição satisfatória.
"Nos pontos mais críticos já fizemos a adubação com areia e a grama. E já começou a brotar. Quando tivermos um intervalo de pelo menos duas semanas, vamos trazer a empresa para fazer um trabalho de nivelamento e adubação para que o aspecto do gramado fique bem melhor", relatou o presidente da FEL.
Os jogadores do Londrina têm criticado constantemente a qualidade do gramado, que provoca prejuízo técnico ao time nos jogos no Café. "Gostaria até de fazer um apelo. É lamentável a situação do gramado e quando vamos jogar fora encontramos tantos bons gramados. O campo está cheio de buracos e areia e isso não atrapalha só a nós, mas o espetáculo. O gramado tem boa qualidade o que falta mesmo é tratamento", afirmou o zagueiro Matheus, após o jogo com o ABC.
Madureira informou ainda que a Grasstecno apresentará um orçamento para um trabalho de perfuração que precisa ser feito para melhorar o escoamento da água e o fluxo de nutrientes em uma camada de argila abaixo do gramado. Mas, este processo precisa de um intervalo entre 30 e 45 dias sem o campo ser utilizado e por isso deve ser feito apenas no final do ano.
"A ideia é construir uma parceria com o Londrina para que o clube faça a manutenção do gramado em troca do uso do estádio", adiantou Madureira.


