Operação prende 28 torcedores
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A operação Cartão Vermelho desencadeada ontem, num trabalho conjunto entre as polícias civis do Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro, cumpriu 28 mandados de prisão de torcedores que estiveram envolvidos no confronto registrado no início da partida disputada por Atlético Paranaense e Vasco, na Arena Joinville, em 8 de dezembro, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.
Conforme dados da polícia catarinense, dos 28 mandados de prisão expedidos pela Justiça de Joinville, 19 são referentes a torcedores do Atlético ou a pessoas vinculadas à torcida organizada Os Fanáticos, sendo 16 cumpridos em Curitiba, um no interior do Paraná, um em Joinville (SC) e outro no estado de Goiás. Outros nove mandados são contra torcedores vascaínos, sendo oito no Rio de Janeiro e outro em Blumenau (SC). A polícia também cumpriu pelo menos dois mandados de busca e apreensão, um na sede da torcida organizada Os Fanáticos, em Curitiba, e outro na sede da torcida Força Jovem, na capital fluminense. Computadores e documentos foram recolhidos para análise dos investigadores.
Entre os detidos na capital paranaense está o ex-vereador Juliano Borghetti, flagrado em imagens feitas pelas imprensa durante a confusão. Ele se apresentou na Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe) por volta das 11 horas de ontem, acompanhado de seu advogado. Um soldado da Aeronáutica de 19 anos também está preso no quartel do Cindacta II, no bairro Bacacheri, na capital e deve prestar esclarecimento à polícia catarinense. Stevan Vieira da Silva, 24 anos, e William Batista, 19, que se feriram na briga e foram internados no hospital São José, em Joinville, também foram presos.
Conforme informações da polícia, três torcedores do Vasco já tinham sido presos em flagrante no dia da partida por envolvimento na briga e anteontem a Justiça catarinense negou os pedidos de liberdade provisória deles.
Defesas
Caio Fortes de Matheus, advogado de Borghetti, informou que seu cliente está preocupado mas disposto a responder pelas acusações. "Ele é um torcedor que sempre acompanha o Atlético e, naquele dia, estava na companhia de seu filho. Diante daquela situação ele procurou protegê-lo e acabou sendo flagrado pelas câmeras. Ainda estamos tendo ciência das acusações porque só tivemos acesso ao mandado de prisão, temos que ter acesso ao inquérito", disse.
Para Haroldo César Nater, que representa pelo menos dez torcedores, as prisões preventivas foram desnecessárias. "O clamor público não é suficiente para se decretar as prisões preventivas. Os rapazes não atrapalharam as investigações então não havia a necessidade dos mandados. São prisões absurdas para dar uma resposta à sociedade", disse. Ele ainda informou que deve impetrar um pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis, hoje.


