RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) - Os documentos das duas fases da operação Penalidade Máxima, desencadeada pelo MP-GO (Ministério Público de Goiás), mostram que 53 jogadores brasileiros estão citados de alguma forma até o momento na investigação que apura manipulação de partidas no futebol.

Esse número atingido por ora envolve jogadores denunciados, que fizeram acordo e viraram testemunhas ou foram citados durante conversas entre os investigados no caso. No material ao qual o UOL teve acesso, há prints de WhatsApp, áudios e planilhas. As interceptações das conversas tiveram aval da Justiça.

**O PLACAR**

São 15 jogadores denunciados e que já viraram réus na Justiça de Goiás.

Quatro jogadores fizeram acordo com o Ministério Público e se tornaram testemunhas no caso.

Outros 34 jogadores aparecem nominalmente em conversas entre os envolvidos no esquema, como os apostadores e intermediários. No processo não há confirmação da participação desses jogadores no esquema, por isso a reportagem não publica seus nomes. A exceção são os atletas que foram afastados pelos respectivos clubes.

Não há jogadores presos até o momento. Mas vários foram afastados dos seus clubes ou tiveram contratos rescindidos.

**QUEM JÁ ESTÁ SENDO PROCESSADO (15)**

Jogadores denunciados na primeira fase da operação: Ygor Catatau, Allan Godói, André Queixo, Mateusinho, Paulo Sergio (Sampaio Corrêa), Gabriel Domingos (Vila Nova), Joseph (Tombense) e Romário (Vila Nova).

**JOGADORES DENUNCIADOS NA SEGUNDA FASE**

Eduardo Bauermann (Santos), Gabriel Tota (Juventude), Paulo Miranda (Juventude), Victor Ramos (ex-Portuguesa e ultimamente na Chapecoense), Igor Cariús (ex-Cuiabá), Fernando Neto (ex-Operário-PR).

**JOGADORES QUE FIZERAM ACORDO (4)**

**JOGADORES QUE FIZERAM ACORDO, ADMITIRAM A CULPA E VIRARAM TESTEMUNHAS**

Moraes (Juventude), Kevin Lomónaco (Red Bull Bragantino), Nikolas Farias (Novo Hamburgo) e Jarro Pedroso (ex-Inter de Santa Maria).

**NÃO FORAM DENUNCIADOS, MAS APARECEM EM CONVERSAS OU PLANILHAS E FORAM AFASTADOS PELOS CLUBES (5)**

Pedrinho e Bryan Garcia (Athletico)

Richard (Cruzeiro, ex-Ceará)

Vitor Mendes (Fluminense, ex-Juventude)

Nino Paraíba (América-MG)

**O QUE VEM POR AÍ**

Nada indica que o MPGO vá parar de investigar o caso, sobretudo pela quantidade de provas colhidas ao longo das buscas e apreensões.

Enquanto isso, o processo contra os denunciados corre na Justiça de Goiás. Três operadores do esquema de apostas tiveram prisão preventiva prorrogada, inclusive Bruno Lopez, tratado como líder da organização criminosa.

**POLÍCIA FEDERAL VAI INVESTIGAR**

O ministro Flávio Dino determinou hoje (10) que a Polícia Federal investigue as denúncias de manipulação de jogos no país, deflagrada pela operação Penalidade Máxima.