Opção pelo estudo tira atletas da ginástica
Coordenadora de Ginástica Rítmica da Unopar Londrina, Márcia Aversani lista outro motivo que ela se acostumou a ouvir nos muitos anos de experiência no time londrinense: a escolha pelos estudos. Isso acontece, segundo ela, porque, diferentemente do futebol, uma ginasta é considera adulta a partir dos 16 anos, idade em que geralmente os jovens costumam escolher uma profissão.
''É um momento decisório na vida da menina, se vai continuar se dedicando ao esporte e estudo juntos, ou se vai se dedicar de forma prioritória porque ela vai escolher uma formação profissional. Com 16 anos, que está em média, no segundo ano do ensino médio, tem o terceiro ano e já vai prestar o vestibular. Aí, elas entendem que já cumpriram a função e agora vão estudar'', explica a coordenadora.
Curiosamente, Márcia aguarda a resposta de uma de suas ginastas, que no final do ano passado, aos 14 anos, pediu um tempo para pensar se continua no esporte ou vai apenas estudar.
Os psicólogos Lívia Fortes e Marcos Silva frisam que o acompanhamento psicológico desde o início da formação do atleta pode ser uma solução. ''É assim com a nutricionista, o preparador físico. O psicólogo não. E é um trabalho que pode sim ajudar'', defende Lívia. A inserção gradativa também pode fazer diferença no momento desta temida transição. ''Facilita, pois ele não vai chegar a um ambiente onde não conhece nada'', finaliza Silva. (R.S.)





