Rio - A decisão de permanecer no cargo de técnico da Seleção Brasileira é um segredo que Luiz Felipe Scolari faz questão de manter até a reunião com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, no dia 30, mas os indícios de que permanecerá no cargo são cada vez mais fortes. Enquanto Scolari não revela seu destino, os membros da comissão técnica que participaram da campanha de conquista do pentacampeonato Mundial na Coréia e Japão, não escondem suas preferências.
Mesmo sem revelar seu futuro, Scolari declarou em Porto Alegre já ter se decidido. Imprevisível, o treinador que enfrentou vários problemas à frente da Seleção e os superou, pode até deixar o cargo, mas fatores como o mercado e a situação financeira vão influenciar em sua decisão.
O empresário e amigo de Scolari, Gilmar Veloz, informou ao treinador que o mercado europeu está fechado e, com isso, o sonho de comandar uma equipe do exterior foi, pelo menos, adiado. Ele ainda garantiu que o treinador não recebeu nenhuma proposta de times estrangeiros, como o espanhol La CoruÀa e o italiano Parma, como chegou a ser cogitado.
Ao permanecer no Brasil, Scolari dificilmente encontrará, apesar do prestígio com o pentacampeonato, um clube em condições de lhe pagar o que ganha no comando da seleção, cerca de R$ 375 mil. Com a grave crise financeira dos times brasileiros, o treinador será obrigado a, no mínimo, reduzir seu salário a metade.
Teixeira também não escondeu sua satisfação com o desempenho de Scolari na Seleção Brasileira e, por isso, quer mantê-lo no cargo. O único empecilho para a permanência do treinador pode ser um pedido de aumento e o técnico do Corinthians, Carlos Alberto Parreira.
Parreira, que já deixou claro seu desejo de não voltar para a Seleção Brasileira neste momento, sempre foi um nome admirado por Teixeira e sabe que as portas da equipe sempre lhe estarão abertas. O dirigente, a princípio, desejava ver o técnico do Corinthians no comando do departamento de Seleções.

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