O ônibus que conduzia os jogadores do Santos foi apedrejado por torcedores vascaínos quando chegava ontem ao estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Pedras, garrafas e latas de cerveja foram arremessadas contra o veículo, que teve parte de sua lataria amassada. Os vidros não foram quebrados, e nenhum integrante da delegação se machucou. Uma viatura da PM que estava próxima ao local evitou que o ataque fosse pior.
O presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, que estava no ônibus, mostrou-se indignado com o episódio. ‘‘Em São Paulo, não acontece isso. Foi terrível, não esperava que isso estragasse uma festa tão bonita. Não é possível que na virada para o século 21 ainda se utilize esse tipo de pressão, afirmou o dirigente. O incidente agravou a série de desentendimentos que marcou a preparação das equipes para a decisão. Os vascaínos acusaram o Santos de ser uma equipe que utiliza demasiadamente a violência para parar jogadas. Como uma forma de intimidar o adversário, o vice-presidente de futebol do clube, Eurico Miranda, afirmou na última sexta-feira que entraria na
Justiça comum caso um dos seus jogadores sofresse alguma contusão grave na partida. Disse ainda que entraria com uma ação também contra o árbitro se ele fosse conivente com a violência.
Alguns jogadores vascaínos que já trabalharam com Leão, como o atacante Donizete, disseram que o técnico manda os seus jogadores baterem nos adversários.

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