ONG ganha espaço no atletismo nacional
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sábado, 04 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A sigla Symap passou a figurar nas listas de resultados das principais provas de fundo do atletismo brasileiro nos últimos meses, no lugar da tradicional indicação dos clubes dos corredores. Symap é a sigla para o nome Sylvio de Magalhães Padilha, uma organização não-governamental criada para apoiar o atletismo de alto rendimento e desenvolver projetos sociais e culturais. Na última Corrida de São Silvestre, Alan Wendel Bonfim da Silva, de 24 anos, que não era apontado entre os favoritos, surpreendeu ao chegar em quinto, o segundo melhor brasileiro, e ocupar um lugar no pódio perdeu um duelo com o etíope Sileshi Sihen pela quarta colocação por apenas um segundo.
Alan é um dos cinco atletas da Symap, que colocou mais dois fundistas entre os melhores da São Silvestre: Clodoaldo Gomes da Silva (14º) e Gilson Rodrigues de Miranda (15º). A ONG ainda foi terceira na Maratona Pão de Açúcar de revezamento e ganhou duas medalhas de prata, nos 5.000 e 10.000 metros do Troféu Brasil, ambas com Clodoaldo Gomes da Silva, em setembro.
A Symap tem mais dois atletas Alecssandro Neri e Gilialdo Kobal no grupo que deve chegar a dez corredores de fundo.
Do técnico Adauto Domingues, de 41 anos, vem a explicação sobre a ONG, criada em agosto de 2002, por um grupo de empresários, profissionais liberais e ex-atletas. ''A idéia é atuar na transformação da sociedade, a partir de valores do olimpismo'', afirmou. Ele contou que os atletas têm o apoio de uma equipe multidisciplinar com fisioterapeuta, nutricionista, médicos, psicólogo e uma técnica em deep runing (trabalho em piscina), além dele, que orienta treinos no Ibirapuera.


