Onéssimo quer londrinense no comando
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domingo, 07 de dezembro de 1997
Alberto Macedo 
Paulo WolfgangPara Onéssimo, a comissão de pilotos deveria ouvir a PetrobrasA criação de uma comissão para administrar o Autódromo Internacional Ayrton, em Londrina, e prepará-lo para a terceirização vem despertando diferentes opiniões no meio automobilístico da cidade. Se a comissão é favorável que o autódromo seja administrado nos moldes como o de Brasília (sob o comando do tricampeão Nelson Piquet) ou o de Pinhais (pela Inepar, com participação de Piquet), por outro lado existe a concordância de que terceirizar será a solução, mas que quem ganhar a licitação, de preferência, seja um pessoa ou grupo de Londrina.
Este é o caso de Onéssimo Francisco de Assis Filho, 44 anos, natural de Icaraíma e desde 1967 em Londrina. Onéssimo, que é empresário na cidade, preside o Rotary e a Liga Londrinense de Futsal, além de ser diretor do ILECE (Instituto Londrinense de Educação paras Crianças Excepcionais) e da SAL (Sociedade dos Amigos do Londrina), dirigiu o autódromo por dois anos e meio na gestão do prefeito Luiz Eduardo Cheida.
Quando assumi o autódromo, em 93, procurei passar para o mesmo a minha experiência de administração. A primeira coisa que exigi é que todo dinheiro que entrasse fosse reinvestido no circuito. Por isso criamos o Departamento de Automotor. Mas o nosso maior trabalho foi com parcerias e, graças a elas, conseguimos equipar o local. Quando a Volkswagen veio realizar os testes do Gol 1.000 em Londrina, pedi uma ambulância e um guincho; o ar condicionado da torre de cronometragem foi uma permuta com a Café Damasco; assim como todo o equipamento da sala de imprensa, que veio em troca com várias empresas, diz Onéssimo.
Paulo WolfgangOnéssimo, ex-diretor do autódromo
Além de apoiar a iniciativa de qualquer empresa ou empresário londrinense em assumir o controle do autódromo, Onéssimo disse que o autódromo sempre deu lucro na época que foi dirigido por ele e que a vinda de pessoas de fora pode complicar o relacionamento com a Petrobras, que detém por 20 anos o direito de explorar comercialmente o circuito.
Folha de Londrina:A comissão de pilotos que administra o autódromo e você são favoráveis a terceirização do autódromo. Onde existe a divergência?
Onéssimo:Minha preferência é para que empresas ou empresários de Londrina assumam o controle do autódromo. Concordo que ele não pode mais ficar sob a tutela da prefeitura. Lógico que quem ganhar a licitação terá que assumir compromissos, como o circuito ser aberto à comunidade, em caso de provas pedestres, ciclismo, para alunos da rede municipal, festas comemorativas e até, porque não, o Carnaval.
F:Porque essa preferência por gente de Londrina?


