Que fim levou o craque do seu time ou aquele jogador que dava suas caneladas e que você nunca mais ouviu falar? Na edição de hoje, saiba onde está o ex-ponta-esquerda que brilhou no Botafogo, Fluminense, Grêmio e disputou duas Copas do Mundo pela seleção brasileira.

Paulo César Lima, o Caju, foi um dos jogadores mais polêmicos de todos os tempos. Boêmio, brigão e muitas vezes perseguido, principalmente por ser negro, ficou com a fama de maldito. O ex-ponta-esquerda ganhou o apelido de Caju por ter pintado os cabelos desta cor, para o fato de ser considerado tão problemático. No entanto, se algumas atitudes extra-campo o condenavam, suas jogadas dentro das quatro linhas maravilharam amantes do futebol por todo o mundo. Caju atuou por grandes equipes brasileiras como Botafogo, Fluminense e Grêmio, pelo Olympique, de Marselha, e participou ainda das Copas de 70 e 74 com a seleção brasileira.
Caju nasceu em 1949, na favela da Cachoeira, no Rio de Janeiro. Em 1967, aos 18 anos, concretizou seu sonho, ao se tornar jogador do time principal do Botafogo e participar de sua primeira temporada no Glorioso. Seu futebol habilidoso e provocador foi logo chamando a atenção, e em pouco tempo se tornou conhecido no Rio de Janeiro. Na final da Taça Guanabara do mesmo ano, consagrou-se ao marcar os três gols da vitória do Botafogo por 3 a 2 sobre o América, de virada. Era apenas o começo da vitoriosa carreira. Em 67, foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, e se tornou conhecido de vez, em todo o País. Nesta época também conheceu as noites cariocas e sua fama de boêmio começou. Além disso, tinha a característica de falar o que pensava, sem papas na língua, e isso começou a lhe gerar uma série de inimigos no futebol e fora dele.
Envolvido em confusões fora do campo, mas brilhando no Botafogo e na seleção, participou da Copa de 70, no México, e ajudou o Brasil a conquistar a Jules Rimet, porém apenas como reserva. Atualmente, Caju pode ser visto diariamente jogando futvôlei na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Está gordo, barbudo e grisalho. É sócio da Academia de ginástica Columbia, no Leblon.

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