Onda de violência causa apreensão
Johannesburgo - Nem só de festa vive o povo sul-africano na iminência do maior espetáculo futebolístico do planeta, a Copa do Mundo. A violência também está presente no cotidiano do povo da África do Sul, pelo menos é o que jornalistas estrangeiros e jogadores da delegação grega puderam vivenciar, após serem assaltados no país.
Segundo informou o porta-voz da Fifa, Wolfgang Eichler, ontem, um grupo de jornalistas chineses foi assaltado no centro da cidade de Johannesburgo. ''Aconteceu na rua, então nós não comentamos este assunto'', disse o membro da entidade acrescentando que a polícia local já está investigando o ocorrido. A imprensa chinesa afirmou que os quatro jornalistas da provínicia de Anhui foram atacados na quarta-feira por homens armados, que roubaram dinheiro e uma câmera.
Ainda na quarta-feira, um fotógrafo português foi assaltado por uma pessoa armada pela manhã e outros dois jornalistas, no mesmo hotel, também foram roubados. O local fica nas proximidades de Magaliesburg, cerca de 120 quilômetros a noroeste de Johannesburgo. Contudo, com relação a este último episódio, a polícia local afirmou, nesta quinta-feira, que fez três prisões relativas ao assalto à mão armada de jornalistas que estão na África do Sul. Em uma nota oficial, a polícia disse que as prisões foram feitas durante a noite. ''As detenções deverão tranquilizar a imprensa estrangeira que o contingente policial da país está determinado a criar um ambiente seguro (para a Copa do Mundo)'', afirmou Bheki Cele, chefe da polícia.
As autoridades policiais sul-africanas confirmaram, também ontem, que três jogadores da delegação grega foram roubados em seus próprios quartos, no Hotel Beverly Hills, no resort de Umhlanga, ao norte de Durban. Até o momento, não foram reveladas as identidades dos atletas. Depois de confirmar o roubo, o Tenente Coronel Leon Engelbrecht contou que a seleção grega não quis abrir investigação sobre o caso. Ao todo, foram levados US$ 1,921. (Agência Estado)





