O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Rolim de Moura, pretende continuar no comando da entidadepor mais algum tempo. Acuado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Nike, que quis investigar suas contas, ele anunciou que se retiraria do cargo ao final do seu mandato. Ontem, durante o almoço dos 64 anos da FPF, ele recuou.
Moura manifestou seu desejo ao homenagear o funcionário mais antigo da entidade, Carlos Melara. ‘‘Ele está há 48 anos trabalhando na entidade. Eu só tenho 16 anos de casa. Tenho a intenção de um dia ultrapassar essa marca histórica’’. Um dirigente do futebol paranaense não perdeu tempo e comentou com alguns companheiros. ‘‘Quem tudo quer, tudo perde’’, e pediu para que seu nome não fosse citado.
Para tentar se perpetuar nesse momento de crise, Moura está procurando outras soluções para se manter no poder. Agora a entidade pretende construir um centro de eventos de mais de 6 mil m2, ao lado do Estádio do Pinheirão, em Curitiba, para sediar aproximadamente 45 eventos anuais e garantir uma receita para a FPF. Ao mesmo tempo abriu a pista do centro poliesportivo para os moradores da região.
A mesa mais quente do almoço reunia o presidente do Londrina, Agostinho Garrote; Zé Bisteca, do União; Paulinho Alves, supervisor do Iraty; Ceir Joaquim, gerente de futebol do Prudentopólis, Natalino de Souza, gerente de futebol do Francisco Beltrão e João Wilson Antonini, o Kiko, presidente do Roma, que disputa a Série AII.
Enquanto o presidente da FPF se confraternizava com políticos, dirigentes do interior conversavam e trocavam idéias sobre o próximo Campeonato Paranaense e sobre a vaga na Copa Sul-Minas do próximo ano. ‘‘O Paranaense de 2002 vai ter 12 clubes’’, opinava Zé Bisteca do União Bandeirantes. O técnico da seleção brasileira de futebol, Luiz Felipe Scolari, e o coordenador técnico, Antônio Lopes, participaram da festa.

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